Era a hora das aves regressarem aos ninhos e, assim, fomos neste nosso passeio para o perímetro florestal para uma visita à floresta rodando
por um caminho de terra batida e bem batida pois não havia socalcos nem rebolos
que me fizessem balançar no meu assento. Não sabíamos ao certo qual o caminho a tomar visto não haver placas indicativas mas pelas indicações que obtivéramos quanto á
localização da lagoa, foi fácil encontrar o que desejávamos. Deparámos com uma casa térrea caiada de
branco, outrora habitação do guarda florestal e actualmente desabitada, parecendo
a sentinela da pequena lagoa cuja flora circundante era digna dum quadro de
Monet. O silêncio era absoluto só cortado pelo “plash” das rãs que mergulhavam
à nossa aproximação.

O sol despedia-se e, quem sabe, em noites de lua cheia as fadas, duendes, silfos, elfos, ninfas e outros seres elementais não utilizam este espaço para as suas reuniões e brincadeiras escondendo-se entre as flores amarelas dos tojos ou as azuis e perfumadas do rosmaninho?
fotos e texto de Benó
6 comentários:
Um local encantador... como me apercebi, pelas suas palavras e imagens, Benó!...
Beijinhos! Bom domingo!
Ana
Que belo bailado de duendes deixas prever para depois do crepúsculo na floresta encantada...
Beijinhos poéticos.
Que bonito passeio. Tb teria gostado de passear por uma floresta. : )
Foi muito bom acompanhá-la neste passeio, Benó. O contacto com a natureza faz milagres. Regenera-nos e devolve-nos o vigor.
Um beijinho
A lua está quase, quase cheia e eu estou aqui a imaginar a festa dos duendes, nessa floresta. :)
Um texto que nos leva pela floresta também. Magnífico!
Beijos.
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