terça-feira, 28 de junho de 2011

A rainha





Foi comprada por ser bicolor. Achei-a linda com as suas pétalas vermelhas a acabar na pureza do branco. Depois, vieram estas todas vermelhas mas, com uma ou outra pétala bicolor a quebrar a monotonia da cor única.

Por fim, já com pouca força para enrubescer, apareceu esta desmaiada, pálida, branca, mas com o coração ainda quente e vermelho de querer ser dália, a rainha dos jardins.


Duma única mãe, sairam filhas diferentes mas todas belas e encantadoras a quem dei toda a minha atenção e cuidados.

















sexta-feira, 17 de junho de 2011

Erva dos burros

Simples, singela, de cor dourada, esta planta é digna de ser vista num jardim banhado pela lua.


As suas flores abrem-se ao crepúsculo e o seu amarelo brilha ao luar.


As sementes contêm o raríssimo ácido gama-linoleico e está a ser estudado o seu uso no desconforto causado pela menopausa e psoríase entre outras doenças degenerativas.


Uma infusão das cascas e das folhas pode aliviar os espasmos da tosse.

O Jardim d'abrolhos, ao anoitecer, brilha com as suas flores.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

QUANDO


Esta lagoa de cor barrenta é o espelho da área que a circunda. Eu chamo-a Lagoa Interior pois, embora esteja perto do mar, as suas águas provêm das chuvas que escorrem pelos declives.

A linda lagoa do Martinhal forma-se QUANDO o mar galga as dunas e invade o espaço aberto até à estrada. O reflexo das margens nas suas águas claras e lisas lembra-nos que....depois da tempestade vem a bonança e a passarada marinha delicia-se com a calmaria e os amantes de fotografia também.



A mesma lagoa ainda não completamente formada mas com ondas alterosos lá ao fundo. Acontece sempre QUANDO o mar, no inverno, avança pela terra adentro.






Após um vendaval do último inverno, no principio da sua formação, com as águas ainda barrentas.


Esta semana no PPP, a M deu-nos a palavra QUANDO para prosar ou versejar ilustrando com uma foto. Recordei o filme português, rodado nos Açores, na época de 50 - QUANDO O MAR GALGOU A TERRA.

Façam uma visita ao blogue dela e apreciem tudo o que lá está.




sexta-feira, 3 de junho de 2011

Carnudas

Flores que se transformarão em fruto comestivel; deliciosos figos. A flor branca, a corriola, tão simples e singela, sente-se protegida pelos espinhos da carnuda e sorri para quem passa.

Esta é a mãe. Um belo exemplar que se encontra no Jardim do Bairro da Liberdade, em Sagres.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dálias

Aqui, no canteiro das rosas.

Esta bicolor.



Mais pequena, amarela, tendo por trás uma echivéria.

E esta, no seu vermelho, bem alegre.


Há quem chame às dálias "as rainhas dos jardins".Concordo.


Com as suas diversas cores alegram todos os espaços que ocupam.
O Jardim vibra de alegria.





domingo, 22 de maio de 2011

A ameaça

AMEAÇA foi a palavra a ser fotografada, esta semana, para o foto dicionário - PPP -. Muitos foram os participantes, cada um interpretando com a sua sensibilidade, esta palavra guerrreira. A ameaça deste drácula é "assustadora".



Mas temos o nevoeiro que representa uma verdadeira ameaça, não só aos automobilistas como também aos navegantes maritimos.




Outra ameaça a ter em consideração: os picos bem aguçadaos desta piteira da Índia que mantem à distância qualquer mão mais atrevida e que bordejam os caminhos desta terra





Esta foi a foto da minha colaboração.


Os chorões das areias representam, efetivamente, uma forte ameaça ao desenvolvimento de certos endemismos que, só aqui, no micro clima desta "Finis Terrae" , encontram o seu "habitat" preferido, tais como, a alquitira do Algarve, o tojo de Sagres, além do morrião, as armérias, lavateras, entre outras.











sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um certo entardecer

O sol, na sua despedida, pintava a terra com as cores mais quentes que encontrou na sua paleta de pintor.

No Jardim, as árvores sorriram e deixaram-se abraçar pelo seu calor já um pouco morno. Não ficaram tristes, pois, sabiam que ele regressaria, algumas horas depois, com a mesma alegria e desejo de brincar ao esconde esconde dos últimos dias.

Aqui, ontem, foi assim.