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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Nada encontrei




                                  



Num dia longo, sem fim, caminhei praia fora, enterrei os pés na areia, refresquei-os na água fria.
Procurei, chamei, mas só as ondas me respondiam no sossego daquela praia.
Andei. Fugia de mim para te encontrar.
O vento varreu as lembranças, os sonhos, as esperanças.
No deserto areal por onde passei nada deixei.
Nada encontrei.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O pote de barro

 
 





À beira da estrada, o pote de barro ouve a marulhada do Tonel, vê o sol mergulhar no azul do mar.
Olha as nuvens em corrida num corcel.
Vê os aviões, os carros, as bicicletas.
Passam por ele gaivotas, pardais e borboletas.
Ouve conversas de pescadores e caçadores.
Tudo isto sem sair do seu lugar,
O gordo pote de barro.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As pedras que hoje pisei





Hoje andei por aqui.

Pisei as pedras polidas, gastas,

Maltratadas, arrancadas,

Pela areia, pelo tempo, pelo mar.


Guardam segredos de amores e desamores.
Jurados, acabados.

Viram partir marinheiros,
Viram chegar caravelas.
De guerras conhecem os sons,
De santos os seus milagres.

Guardam o reflexo do sol
Abrigam deuses e monstros.

Estas são as pedras que hoje pisei,
Ao entardecer, junto ao mar.




Foto e texto de Benó



quinta-feira, 9 de junho de 2011

QUANDO


Esta lagoa de cor barrenta é o espelho da área que a circunda. Eu chamo-a Lagoa Interior pois, embora esteja perto do mar, as suas águas provêm das chuvas que escorrem pelos declives.

A linda lagoa do Martinhal forma-se QUANDO o mar galga as dunas e invade o espaço aberto até à estrada. O reflexo das margens nas suas águas claras e lisas lembra-nos que....depois da tempestade vem a bonança e a passarada marinha delicia-se com a calmaria e os amantes de fotografia também.



A mesma lagoa ainda não completamente formada mas com ondas alterosos lá ao fundo. Acontece sempre QUANDO o mar, no inverno, avança pela terra adentro.






Após um vendaval do último inverno, no principio da sua formação, com as águas ainda barrentas.


Esta semana no PPP, a M deu-nos a palavra QUANDO para prosar ou versejar ilustrando com uma foto. Recordei o filme português, rodado nos Açores, na época de 50 - QUANDO O MAR GALGOU A TERRA.

Façam uma visita ao blogue dela e apreciem tudo o que lá está.




sexta-feira, 3 de junho de 2011

Carnudas

Flores que se transformarão em fruto comestivel; deliciosos figos. A flor branca, a corriola, tão simples e singela, sente-se protegida pelos espinhos da carnuda e sorri para quem passa.

Esta é a mãe. Um belo exemplar que se encontra no Jardim do Bairro da Liberdade, em Sagres.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Férias

Pelo calendário, foi-se embora a primavera.
Mas o Jardim começou um segundo ciclo primaveril.


Ei-los que chegam desejosos de chapinhar, de saltar, de correr, dormir até querer, deitar quando apetecer. Rir, cantar, jogar, sem obrigações.


Começaram as férias e os dias serão curtos para tanta actividade.
Quando a noite chega e o sono os envolve docemente, posso, então, olhar as estrelas que no céu bem alto são pontinhos de luz e acariciando estas junto a mim, sinto a felicidade de ser avó.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Hibisco

Este inverno deixei o hibisco com muita rama.

Foi um pouco aparado, só exteriormente, dos ramos que tinham crescido desordenados e acabou por ficar com uma forma um pouco ovalada.

Queria vê-lo profusamente florido e consegui. No entanto, para o próximo inverno, terei de o libertar de tanta densidade e permitir que o sol o visite interiormente

Não sei ao certo qual a sua idade, mas creio ter mais de 15 anos. Apesar disso, continua forte e colorido no mesmo recanto do jardim, para onde veio ainda pequenino.

terça-feira, 1 de junho de 2010

As malvas-rosa



O Jardim enche-se de côr. Por todo o espaço há rosas, cravos, gladíolos, agapantos, hortenses.

Hoje, é a vez de as malvas terem direito a ser mostradas no espaço da blogosfera. Não precisam de mimos nem carinhos especiais. Oferecem-me, simplesmente, toda a beleza do seu colorido e eu retribuo deixando-as viver no seu cantinho do Jardim.

sábado, 22 de maio de 2010

Alcachofra

O mês dos Santos Populares está à porta e as alcachofras começam a surgir pelos campos.
Bem perto de minha casa, nos caminhos que me circundam, elas refletem o azul do céu e matizam a paisagem ainda verde com os seus pom-pons coloridos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nuvens

Ao fim do dia, com aquela luz que só em Sagres se pode observar, as nuvens começaram a aparecer.
Sobre o Jardim viam-se assim.

domingo, 20 de setembro de 2009

O mesmo modelo

O leixão da praia do Tonel foi o que escolhi para o PPP desta semana. Não deixem de dar uma espreitadela pois há fotos com muita qualidade e imaginação.

Aqui, o mesmo leixão visto de outro angulo. Sem o aspecto de cágado ou tartaruga, ou de outro qualquer animal que a nossa imaginação queira criar.
.


O mesmo leixão num dia de tempestade.



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Renovação

O verão convida à praia, ao convivio, às longas e banais conversas mantidas sob o manto estrelado deste lindo céu do sul.
Nos primeiros dias de Junho, começa a Vila a agitar-se com a chegada dos turistas vindos de outros países desejosos de descobrir um Allgarve diferente.
A pé, de bicicleta, de automóvel ou caravana eles inundam as nossas isoladas e pacatas praias "familiares". Querem encher-se de sol e iodo, e voltar sempre, todos os anos, usufruindo do calor deste astro rei que é REI na nossa terra bem colocada na ponta mais ocidental desta velha Europa.
Agosto é um "stress" para todos nós, acostumados ao sossego e pacatez deste nosso cantinho.

É, então, a invasão pelos nossos compatriotas que abandonam, por alguns dias, as fábricas, os escritórios, enfim, os locais onde fazem alguma coisa para pôr o pão na mesa. É vê-los chegar cansados, zangados com tudo e com todos, exigentes e implicativos, fartos da poluição, das refeições tomadas apressadamente de pé encostados ao balcão de um qualquer "snack", surdos aos pedidos das suas crianças, cegos perante as belezas escondidas nos caminhos dos seus percursos.

Chegam para carregar baterias.

O bulício do verão está a entrar em agonia; já se ouvem as despedidas.

Em breve, poderei voltar a assistir aos lindos pores-de-sol sentada nas rochas, naquele silêncio meditativo em que gosto de mergulhar nos momentos mágicos.

sábado, 18 de julho de 2009

COMERCIO

A Av.Comandante Matoso, a artéria principal desta Vila, está mais bonita.

Abriram as suas portas ao público três novos estabelecimentos comerciais que oferecem à nossa terra os serviços que faltavam.

O atendimento simpático, solicito e sorridente oferecido por jovens sagrenses, nestes espaços cheios de côr e de artigos tão diversos, certamente, proporcionará ao turista a vontade de regressar a este cantinho calmo e sossegado, tão diferente do restante algarve.

Nós, os habitantes desta bonita vila, sentimo-nos orgulhosos por saber que, desde uma simples aspirina, à "saída de praia" ou ao mais caro vinho, tudo poderá ser encontrado aqui, no comércio desta avenida por onde o trânsito circula sem filas e sem "stress" para estacionamento.

O Infante no seu pedestal, convida-vos a uma estadia nesta sua terra onde a simpatia de quem recebe é superior à temperatura das suas águas.
com imagens de Benó



segunda-feira, 15 de junho de 2009

O NAVEGADOR




Ele voltou e desta vez para ficar.

A sua presença era desejada nesta terra onde ele sonhou, meditou e rezou.

Numa cerimónia oficial, onde se ouviram os cantares dos grupos corais do concelho, com guarda de honra feita por cavaleiros e se tiraram muitas fotografias, honrou-se e homenageou-se aquele que foi o expoente máximo da era das grandes aventuras marítimas dos portugueses - o INFANTE D.HENRIQUE.


Como Fernando Pessoa nos disse:

"Deus quer, o homem sonha e a obra nasce..."


Por isso, depois de se querer e de se sonhar, a obra nasceu e o nosso jardim, depois de muitos anos de espera, recebeu enfim a estátua do Navegador.

Aquela figura de bronze a apontar para as terras de África, na obra do escultor Augusto Cid veio tornar a nossa terra mais digna de ser A Terra do Infante.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O Nosso Mar


foto de Benó

Os Caminhos do Mar

É nos caminhos do mar, na estrutura mutante
Do seu programa de memórias, de murmúrios


É no testemunho da transparência das águas
Na sua dimensão ecuménica, admirável
De unir o sangue e os bálsamos apetecíveis


Que nos banhamos numa vertigem de ludíbrios
Trazendo as neblinas e o cheiro forte da luz
De meridianos horizontes, uma voz bilingue
Para as apetências da plenitude, do equilibrio
Instável da nossa instante tranquilidade.


E é pelo mar que nos vinculamos à terra
Que entendemos o cheiro acre da terra
E seus crisântemos repletos de inocências
Para o reanimar do nosso berço anfíbio
A praia onde havemos de viver e morrer
poema retirado do livro "Itinerário"
de Vieira Calado cuja leitura nos conduz por itinerários de grande encanto.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Aconteceu na FNAC da Guia/Algarve




Os ouvintes espalhavam-se pela sala a isso destinada e também pelos espaços adjacentes.
Íamos ouvir falar sobre Sagres, melhor dizendo, sobre o livro

SAGRES Uma Vila do sec. XV

O apresentador, Prof.José António Martins, Mestre em História Medieval, explicou as razões do lançamento deste livro, pois

“Todos conhecemos o fascínio que Sagres possui para toda a Humanidade, especialmente para o mundo Ocidental. Para uns, o local mítico da sua localização e da sua ancestralidade associada à Antiguidade Clássica. Para outros, a não menos mítica e lendária Escola de Sagres associada ao Infante D.Henrique que os historiadores do nosso tempo se esforçam por contradizer e que a documentação legitima como nunca ter existido.”

Assim começa a Nota Preliminar do livro em causa, cuja leitura vos aconselho.Ficarão a conhecer mais um pouco desta ponta do Algarve onde, no verão, o vento norte impera e as praias de areia dourada são as delicias de surfistas mas também dos amantes de águas calmas e transparentes.

No inverno, Sagres regista as temperaturas mais amenas do país convidando a brincadeiras e longos passeios ao ar livre.




A assistência enquanto aguardava o começo da sessão.



Momento de poesia pela Liliete Cardeira

Aconteceu na Fnac da Guia/Algarve.