Mostrar mensagens com a etiqueta felicidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta felicidade. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Gata








Andou na rua, pelos telhados, pelos campos. Passou fome, frio, desconforto. Muitos gatos a possuíram, muitas ninhadas pôs no mundo.
Um dia fartou-se da vadiagem e desejou uma nova vida onde houvesse carinho humano, comida e água fresca.
Escolheu uma família com casa no campo. Sorrateiramente, entrou por entre as árvores do jardim e junto às grandes vidraças de onde se via crianças brincando, fez o seu ar mais terno e pediu abrigo. As portas abriram-se e oito braços a  acolheram, abraçaram e, entre todos, deram-lhe um nome: GATA. Levaram-na ao médico, fez exames, tomou remédios.
Já não voltará a andar pelos telhados com um e com outro. Não passará mais fome.
Agora tem casa própria, quem lhe dê atenção, carinhos, alimentação e pode satisfazer uma das suas preferências que é deitar-se em cima do aquário como guardadora dos peixes coloridos que a provocam com as suas danças exóticas.

Apesar de ter tido uma vida difícil, a gratidão faz parte dos seus sentimentos felinos e com alguma frequência vai à caça para oferecer os seus troféus a quem a adotou. Ratinhos do campo, pequenas aves e alguns répteis estropiados são postos na porta da entrada da casa que a acolheu, como retribuição por tudo de bom que lhe tem sido dado.

É assim uma GATA que eu conheci.

texto e foto de Benó

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A Arte de Saber Viver



O saber viver é uma arte que nem todos dominam neste universo onde coabitamos e onde é cada vez mais difícil as relações entre os humanos.

Assim como a arte de jogar futebol, de navegar, as artes marciais, a tão importante arte de saber conversar, cada dia mais difícil dado o mutismo em que os jovens caem com o uso do "chat" nas redes sociais, esta também tem de se aprender.

 A arte de saber sorrir, de saber ler, de saber estar à mesa, de respeitar o próximo são ensinamentos que devem ser diários e constantes junto dos jovens de hoje para que os homens de amanhã saibam usar a inteligência aliada à delicadeza e à humildade.

Tudo isto e muito mais é útil e necessário para se aprender também, a mais difícil de todas: a arte de SER FELIZ.

São artes de aprendizagem demoradas que requerem paciência e perseverança de quem ensina e tem a seu cargo  a formação de rapazes e raparigas, abrolhos que serão flores neste jardim da vida onde as ervas daninhas, parasitas e espinhos proliferam em demasia.
 
 
texto de Benó
foto da net

 

 



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Recomeço


Antecipei-me e, nesta última semana de Agosto, estou de regresso ao Jardim, onde continuarei a receber as vossas visitas sempre agradáveis e, onde poderemos, em conjunto, colher as lindas flores da amizade
O sol, com o seu colorido já desbotado, traz-nos o cheiro de Setembro.
As folhas douradas e coradas pelos beijos do astro-rei, murmuram despedidas ao executarem as suas danças, ora rápidas como um corridinho algarvio, ora lentas e arrastadas como o balançar dum cantar alentejano.
O vento que as separa, prematuramente, da árvore-mãe, é o maestro que as rege.
E o Jardim,onde as dálias já murcharam e as rosas ainda desabrocham, está feliz por me ter de volta e aguarda as primeiras chuvas para se refrescar e fazer eclodir novas sementes.

domingo, 11 de outubro de 2009

MATERNIDADE

A palavra escolhida para esta semana no fotodicionário, onde colaboro, foi Maternidade.

Várias foram as sensibilidades e várias foram as maternidades fotografadas.

Desde um trabalho de Botero, à lua prenha de luz, passando pela imagem ternurenta duma gata a amamentar há, realmente, diversas interpretações/mostragem para a MATERNIDADE.

Esta foi a minha colaboração.

Creio que o enlevo maternal expresso no rosto da jovem, assim como a satisfação do bebé aconchegado nos seus braços personificam bem a maternidade, pois ela é isso mesmo: amor e segurança.

Façam uma visita ao PPP, admirem as fotos e comentem.

sábado, 6 de dezembro de 2008

ESTRELAS, ASTROS E COMETAS

No meu universo existem 4 estrelas à roda das quais eu, simples lua, gravito.

Umas maiores, outras mais pequenas, umas mais velhas, outras mais novas mas, todas elas duma forte e densa luminosidade. Em constante movimento de rotação e translação que, por vezes, me faz perder a gravidade, nunca ocupam o mesmo lugar neste firmamento familiar.

Eu, como simples lua, sou iluminada pelo brilho que elas irradiam, gravito em função das suas necessidades e desejos e, existirei enquanto estas minhas quatro estrelas brilharem neste céu que é o meu habitáculo.

Nestes próximos dias, haverá uma mudança na constelação caseira e, deixarei de ser lua para ser a estrela principal.
Serei o astro responsável por essas quatro estrelas providenciando para que o calor necessário ao seu desenvolvimento não falte e a matéria necessária ao seu alimento não acabe, pois o seu universo que é preenchido com nebulosas, chuva de meteoritos, buracos negros, estrelas cadentes, arcos-iris, etc.. precisa disso tudo acompanhado de muita atenção e carinho

Depois, e já no novo ano lunar, irão novamente para o outro sistema solar, ao qual, realmente, pertencem e eu, simples mortal, voltarei a ser a sua lua gravitando à volta dos seus desejos e vontades e profundamente feliz por fazer parte desta grande nebulosa que é a FAMILIA..

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Maio com coração

Para todos os que visitarem este jardim d'abrolhos, deixo um coração do tamanho do Mundo e a árvore da felicidade para plantarem nos vossos corações.



segunda-feira, 7 de abril de 2008

Uma Princesa do Sul

A princesa era do norte
Do país da neve fria
Estava à beira da morte
Só porque a neve não via
.



Toda a gente conhece ou pelo menos os algarvios, a lenda das amendoeiras em flor que tem como personagem principal a princesa Gilda.
Por isso acho desnecessário estar a narrá-la.

Mas permitam-me que brinque, um pouco, com a história da princesa do norte propondo várias alterações, assim:

A mocinha era do sul
Terra do sol ardente
Todo o dia olhava o mar
Era feliz e contente.

Para o deserto a raptaram
O mar deixou de ouvir
Estava a morrer de saudade
Já nem sabia sorrir!

Bem, depois o Califa com o dinheiro que possuía do petróleo que vendia às Américas e não só, mandou ir da China uma máquina especial que reproduzia na perfeição o som da maresia. E, assim, a mocinha olhava para as areias do deserto e podia ouvir o mar beijando amorosamente a areia da sua praia favorita ou ouvi-lo irritado batendo contra as rochas a lixar o mexilhão.
Isto tornou a cachopa feliz e contente e aprendeu a sorrir novamente para felicidade do seu amo e senhor.