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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Marioneta









Nos calmos silêncios em que me mexo, persigo a tua sombra, abraço-a.
Volátil como um fumo opiáceo, pairo suspensa entre o sonho e a realidade. Igual a uma marioneta comandada por cordéis, ergo os braços, tombo a cabeça vencida por recordações, escuto os risos e as fanfarras dos palhaços .

À noite, o vento, meu companheiro nos passeios ao luar, acompanha-me, envolve-me, traz-me o marulhar das ondas incertas e o odor perfumado da maresia.
Tento escrever mas as letras que imprimo são como areia nas dunas da praia, inconstantes, sombras fugidias entre os dedos.

É urgente parar o vento.
Soltar os cordéis.
Viver.