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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Gato Preto








Não apareceu para almoçar. Nem o barulho da colher na vasilha da refeição nem o chamamento-Bichano!!!!Bichano!!!!! Vem cá!-  traziam de volta o malandreco do gato preto da vizinha.

Pela tardinha, no crepúsculo do fim do dia, já com o sol a pintar o céu com as cores rosadas da sua paleta, ei-lo, o gato preto, o bichano ausente, a olhar para a dona com os olhos incandescentes como se fossem duas brasas, muito sossegado, mãos recolhidas, orelhas espetadas, bigodes hirsutos, ar de rufia. Estava colocado junto à chaminé, satisfeito com o calor que subia da cozinha e de onde tinha uma bela visão para os canteiros das flores. É bem possível que  necessite, esta noite, de levar um qualquer malmequer .

Haverá mais uma noitada pelos campos? Estes meses frios pedem aconchego.
 
foto e texto de Benó