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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Frescura matinal

                       
 
 
 
 
                   
 
                                                foto e texto de Benó

A frescura da brisa matinal entra pela janela aberta do meu sentir  e vem refrescar-me o rosto ainda quente da noite.
Os olhos semicerrados com o peso dos sonhos vividos na escuridão do quarto olham o sol que se ergue das profundezas oceânicas saudado pelas gaivotas  que em volteios esvoaçantes estão a reclamar alimento.

A areia húmida da maré alta convida a caminhar. Com passadas curtas passeio-me por dentro da manhã ainda criança e, com a alegria que me é própria,  bato as palmas.  Os pássaros da beira-mar levantam voo num movimento vagaroso de início para, depois com mais energia, erguerem-se no ar e pousar mais à frente onde executam danças aladas de encantar.
Com as mãos ainda frias, começo a apanhar conchas, búzios, pedras raiadas, pequenas algas, cascas de lapas e de mexilhões trazidas para a areia embrulhadas nas rendas brancas com que o mar se enfeita nas marés. Guardo-os numa caixa de espuma azul céu.