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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Uma tarde


No jardim da nossa vivência passeámo-nos e saboreámos o prazer do nosso encontro.

Lado a lado, caminhámos sobre o saibro do caminho que nos transportaria pelo mundo das nossas fantasias e aspirámos deliciados o perfume da terra molhada
Na larga concha da tua mão, a minha, bem mais pequena, encontrava-se protegida e aquecida pelo suave calor que me transmitias.
Das árvores, as folhas pesadas com a chuva deste fim de tarde inclinavam-se à nossa passagem e despejavam sobre nós as gotículas cristalinas daquela oferta do céu.
O silêncio começou por ser nosso companheiro, mas o assobio do vento e o tamborilar da chuva ecoaram a nosso lado quando começaste as descrições apaixonadas das tuas aventuras e devaneios deixando-me adivinhar relâmpagos e tempestades nesse mar verde e profundo que eu via através das esmeraldas do teu olhar.
Pela tua voz fiquei a conhecer o chamamento das baleias e enebriei-me com o cantar das sereias;
estremeci ao ouvir o gemer do velame das embarcações que dançam ao sabor da ventania. Sempre a teu lado, escutando as histórias que, para meu divertimento e prazer ias criando, sentia-me uma deusa dona e senhora de todo o universo.
Deixa que eu me perca no som da tua voz ,
neste momento de encantamento,
aqui no meu Jardim d’abrolhos.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

PASSEIO DOMINGUEIRO






Aproveitámos o lindo domingo de sol e fomos passear pelo campo mas também aproveitámos para dar uma olhadela às praias. Do miradouro da Torre d'Aspa tem-se uma visão estupenda de três praias: Castelejo, Barriga e Cordoama e dali, daquela altura sentimos que vale a pena viver no meio desta natureza .


É uma visão que não nos cansamos de ter, pois, há sempre novidades nas nossas observações .O elemento água está sempre em movimento e por isso nunca está igual, em cada momento que passa é diferente de si próprio e infindável. É relaxante, especialmente, para quem não gosta de monotonia.

No regresso, pelos caminhos de terra batida, bem conhecidos dos caçadores, dos pescadores, dos surfistas e dos amantes da natureza na generalidade, ainda vimos um perdigão que à nossa passagem levantou vôo, talvez à procura da sua fêmea.

As flores rasteiras abrem-se ao calor morno deste dia primaveril e claro que não resisti a colher algumas para vos oferecer. O rosmaninho é senhor e a flor amarela dos tojos impera nesta zona.






Manadas de vacas, rebanhos de ovelhas e cavalos pastando ainda fazem parte da imagem bucólica desta Algarve onde pertenço.

Foi um agradável domingo!