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Na placidez do azul líquido, as 4 ilhas ali estão donas da enseada
a impedir que o mar quando zangado venha bater nos grãos de areia das praias
que elas têm à sua guarda.
Olhamo-las do cais e no seu silencio mudo, altaneiro, falam-nos de barcos piratas e de corsários, de
guerras perdidas e de outras bem sucedidas, de damas e de cavalheiros lutando
pelo seu amor, de aventuras e desventuras, de tudo que viram e ouviram durante
a sua vida secular, ali, rodeadas pelo oceano que as beija suavemente deixando-as húmidas e brilhantes ou
as abraça e sufoca com fortes lençóis de espuma branca nos dias de fúrias gigantes
em que o Adamastor quer revelar que quem manda nestes mares é ele.
Ao olhá-las colocadas em fila, achatadas, com os mais diversos
formatos com que a mãe natureza as concebeu, pensamos quantos vendavais já as
castigaram, quantos sóis e quantas luas as iluminaram, quantas estrelas-do-mar
descansaram sobre elas, quantos pássaros ali construíram o seu ninho.
É nas noites de lua cheia em que elas emergindo do azul
líquido que as rodeia parecem emitir uma luz prateada que se estende por sobre
os barcos ancorados na baía atingindo com sentimentos mágicos quem se passear
pelo cais.
É preciso saber ouvir as pedras no seu silêncio quando de
manhã, mudas e quedas saúdam o sol que se ergue das profundezas do oceano.
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