
Nuvens cinzentas como as cinzas frias da lareira ou vermelhas como as papoilas que nascem entre os trigais, rosadas como as rosas do jardim, em vários tons, com vários matizes. Elas aparecem rapidamente, grandes ou pequenas, em farripas ou em novelos, nos mais diversos formatos, tapam o sol por momentos e desaparecem restituindo-lhe a função de nos iluminar e aquecer.
Podem decorar o espaço celeste com lindas fantasias ou torná-lo escuro e triste como uma noite sem lua nem estrelas.
As nuvens
lembram os sonhos que chegam e se instalam no nosso pensar sem o nosso querer
mas, tal como elas leves e etéreas, desfazem-se, desvanecem-se ou tornam-se grossos
e escuros como os pesadelos em que muitas vezes eles se transformam.
fotos e texto de Benó





