Nos calmos silêncios em que me mexo, persigo a tua sombra,
abraço-a.
Volátil como um fumo opiáceo, pairo suspensa entre o sonho e
a realidade. Igual a uma marioneta comandada por cordéis, ergo os braços, tombo
a cabeça vencida por recordações, escuto os risos e as fanfarras dos palhaços .
À noite, o vento, meu companheiro nos passeios ao luar,
acompanha-me, envolve-me, traz-me o marulhar das ondas incertas e o odor perfumado
da maresia.
Tento escrever mas as letras que imprimo são como areia nas
dunas da praia, inconstantes, sombras fugidias entre os dedos.
É urgente parar o vento.
Soltar os cordéis. Viver.










