segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Segurança



Os passeios fizeram-se para as pessoas caminharem em segurança mas parece que também as bocas de incêndio e os sinais de trânsito precisam dela.
Nota: Tenho um emplastro de publicidade colocado na mensagem anterior a esta que não deixa ter acesso ao  Jardim d''abrolhos. Veremos se com esta nova mensagem ele se descola.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A lua gorda

A lua inspiradora de várias coisas quis brincar comigo. Com a máquina fotográfica fiz-lhe a vontade e por entre árvores e arbustos consegui fixá-la.
 
 
 Começou por aparecer  grande e brilhante, radiosa na sua luminosidade.


 Já vinha cansada de percorrer tanto céu e resolveu descansar sobre as folhas do arbusto



 Farta de ser redonda apeteceu-lhe virar cogumelo.


 Acabou por ir embora, rápida, numa fugida.
Pequenina entre  as folhas da palmeira despediu-se.


                                     

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Casos ao acaso

 
 

Conversas ouvidas por acaso, ao acaso, numa qualquer esplanada vendo o ocaso do dia escolhido ao acaso, entre os muitos que, por acaso, povoam as minhas tardes.

Entre as “imperiais”, as pevides e os tremoços estrondeavam gargalhadas, chasqueava-se e o divertimento parecia reinar sobre as mesas redondas, numa brincadeira de larga e pega.

O grupo era pequeno em número mas grande na boa disposição que mostrava. Todos exibiam nos seus corpos elegantes, aquele invejável bronzeado que o bom sol algarvio oferece. Elas, de shorts, bem shorts, esfarripados, abaixo do umbigo ornado com um “piercing” e eles de bermudas naqueles padrões que fazem lembrar os indígenas do Havai. Elas ostentavam os seios resguardados em tops ousados, eles exibiam t-shirts de marcas superconhecidas.

Os temas que originavam a boa disposição eram diversos, ocos, vazios de interesse para mim que os escutava enquanto bebericava o sumo de laranja da manhã.

O livro que leio, actualmente, era um mero adorno pousado sobre a mesa, pois à minha volta as conversas, de tão abstractas, prendiam-me e eu tentava registar expressões, frases, os gestos de quem falava ora agressivamente, ora com doçura e suavidade para encontrar o que eu chamo de substancia, naquelas reuniões de ocasião.

Um dos meus passatempos, neste mês de Agosto, é deixar o Jardim d'abrolhos e sentar-me numa qualquer esplanada, ao acaso, a observar a fauna que nos visita  ouvindo-a falar sobre temas sem tema. Recolho, sempre, matéria para muita escrita.
 
foto e texto de Benó

terça-feira, 29 de julho de 2014

Leituras ao acaso

 
 
 
 
Numa manhã de descanso, peguei neste livro, abri, aleatoriamente, numa qualquer página e li:
"Não me preocupa o meu marido ou o que lhe possa acontecer com os estranhos, não me preocupa que a manhã chegue ou não chegue embora haja menos móveis de dia que de noite e a casa em que não confio finja que me aceita não tentando expulsar-me, aprendi à minha custa a não acreditar nas casas sempre a enxotarem-nos para a rua ou a cercarem-nos de tralha..."
Fechei o livro e os olhos. Eu preocupo-me.

domingo, 20 de julho de 2014

Ausencia





Dei  uma volta e verifiquei que há mais de 30 dias não venho postar no Jardim d'abrolhos.
Talvez não tenham dado pela minha falta mas eu sinto a ausência da escrita.
Não sei quando voltarei com a regularidade que gostaria mas, penso que, com a chegada do outono, a minha estação preferida, possa, enfim, retomar as atividades que gosto: pintar e escrever.

Até lá, com este dizer de Maria Antonieta no livro "As Luzes de Leonor":

"É na desgraça que melhor sentimos o que somos"

domingo, 15 de junho de 2014

Analogia


 
 
 
 
Para lá da terra seca e árida há a frescura do verde mar, meu abrigo e refúgio em dias de vendavais interiores.
 
 

fotos e texto de Benó

sábado, 31 de maio de 2014

Ondas na praia

 
 

 
 
 
Como cavalos selvagens a correr desenfreados num campo sem barreiras, as ondas cavalgam desordenadas em direcção ao areal. Abafam o leixão, mais à frente afogam os pequenos ilhéus agora desnudados e, espumosas numa raiva incontida estendem-se em grossas línguas sobre as pedras soltas que num vaivém rebolado emitem um queixume dorido e saudoso das areias finas e douradas que as cobriam.
 
fotos e texto de Benó