sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nuvens

Ao fim do dia, com aquela luz que só em Sagres se pode observar, as nuvens começaram a aparecer.
Sobre o Jardim viam-se assim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Roseiras

Os pássaros chilreiam na procura de par para o acasalemento.
Os melros fazem vôos rasantes às copas das árvores para encontrarem o melhor sítio para o ninho e o Jardim enche-se dos mais diversos matizes e perfumes. Desde as rosas de sua própria côr
às amarelas

até às brancas, as roseiras oferecem-me lindos tufos das suas flores e embelezam os canteiros onde se encontram.
Partilho convosco estes encantos.



domingo, 25 de abril de 2010

Ao Futuro

Depois de um domingo cheio de cravos, lembro Ary dos Santos:

Isto vai meus amigos isto vai
Um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a côr que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Patos

Aqui no Jardim não há patos nem patinhos, (creio que os câes não saberiam conviver com eles) pois, apesar de saberem voar, mergulhar e nadar, os canídeos que aqui moram iriam seguir o seu instinto de caçadores e "era uma vez um pato"

Seja qual fôr a sua espécie, (mudos, marrecos, reais, mandarins....) são aves espectaculares e muitos deles ostentam plumagem com lindos coloridos.

Estes são em marfinite, um materil duro e pesado e pintei-os, no Atelier, com acrilicos vistosos e metalizados.

Vão estar em exposição no C.C.de Vila do Bispo e, como muitos dos meus trabalhos, irão fazer parte de colecções dos meus amigos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Renovação


É tempo de renovação, também, aqui no Jardim.

As roseiras, depois de podadas e de bem estrumadas, (O Pardal foi importante nesta acção) ei-las fortes e cheias de pujança para se desenvolverem e para daqui a uns dois meses, no máximo, estarem cobertas de rosas.
O vento, entretanto, encarregou-se de deixar as árvores e os arbustos limpos de folhas secas e inúteis. Elas serão, depois de decompostas com outros organismos, mais um elemento que irá alimentar a terra.


Os narcisos já perderam a cabeça mas, as suas folhas longas continuam a dançar ao sabor das brisas ou das ventanias que, neste inverno, não nos têm deixado em descanso por longos períodos.

Aos poucos, vai-se compondo neste verde que lhe serve de fundo, uma orquestra de pássaros e insectos que, nas manhãs da primavera que já se adivinha, irá executar lindas melodias amorosas. Os melros, habitantes do ano inteiro, já começaram a musicar o meu pequeno almoço com os seus trinados.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vermelho

A papoila, flôr tão bela e tão singela, simboliza bem a côr vermelha. Nasce, expontâneamente, nos nossos campos e embeleza também o Jardim salpicando de alegria os espaços verdes da esperança.

Vermelho é sangue, é paixão, é fogo, é calor, é alegria aqui mostrada neste grupo carnavalesco.

Aqui é a côr que delimita este tatami onde se exibe um atleta de karaté, com o seu cinto vermelho.



É uma das cores da bandeira nacional lembrando a força, a alegria, a virilidade e o sangue derramado dos nossos soldados.




O vermelho do picante neste vaso de piri-piris.


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É também a côr dos Cardeais, da Ferrari, é a côr das faces das moçoilas quando coram, a côr duns lábios apetitosos, enfim, é uma côr que cheira a verão e predispõe à boa satisfação da vida.

Vermelho foi a côr fotografada esta semana no PPP.
Se lá forem vão encontrar muitas mais.










terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Frésias



Eis que chegaram os primeiros amarelos, nestas lindas frésias.
Há muitas espécies do género e apresentam-se em diversas cores.
Neste Jardim predominam as amarelas embora, também apareçam outras cores como branco e azul.

Como o Algarve está próximo de África, de onde são originárias, aqui, nascem e reproduzem-se facilmente espalhando o seu agradável perfume nos espaços que ocupam.

A sua manutenção é fácil e não preciso tirar os bolbos da terra quando acaba a floração, salvo quando se multiplicaram muito e, já estão em demasia nos vasos ou canteiros.

Estas começaram a sentir o calor do bom Sol e, carinhosamente, ofereceram-me o seu lindo colorido e a fragrância do seu perfume.