domingo, 25 de abril de 2010

Ao Futuro

Depois de um domingo cheio de cravos, lembro Ary dos Santos:

Isto vai meus amigos isto vai
Um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a côr que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Patos

Aqui no Jardim não há patos nem patinhos, (creio que os câes não saberiam conviver com eles) pois, apesar de saberem voar, mergulhar e nadar, os canídeos que aqui moram iriam seguir o seu instinto de caçadores e "era uma vez um pato"

Seja qual fôr a sua espécie, (mudos, marrecos, reais, mandarins....) são aves espectaculares e muitos deles ostentam plumagem com lindos coloridos.

Estes são em marfinite, um materil duro e pesado e pintei-os, no Atelier, com acrilicos vistosos e metalizados.

Vão estar em exposição no C.C.de Vila do Bispo e, como muitos dos meus trabalhos, irão fazer parte de colecções dos meus amigos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Renovação


É tempo de renovação, também, aqui no Jardim.

As roseiras, depois de podadas e de bem estrumadas, (O Pardal foi importante nesta acção) ei-las fortes e cheias de pujança para se desenvolverem e para daqui a uns dois meses, no máximo, estarem cobertas de rosas.
O vento, entretanto, encarregou-se de deixar as árvores e os arbustos limpos de folhas secas e inúteis. Elas serão, depois de decompostas com outros organismos, mais um elemento que irá alimentar a terra.


Os narcisos já perderam a cabeça mas, as suas folhas longas continuam a dançar ao sabor das brisas ou das ventanias que, neste inverno, não nos têm deixado em descanso por longos períodos.

Aos poucos, vai-se compondo neste verde que lhe serve de fundo, uma orquestra de pássaros e insectos que, nas manhãs da primavera que já se adivinha, irá executar lindas melodias amorosas. Os melros, habitantes do ano inteiro, já começaram a musicar o meu pequeno almoço com os seus trinados.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vermelho

A papoila, flôr tão bela e tão singela, simboliza bem a côr vermelha. Nasce, expontâneamente, nos nossos campos e embeleza também o Jardim salpicando de alegria os espaços verdes da esperança.

Vermelho é sangue, é paixão, é fogo, é calor, é alegria aqui mostrada neste grupo carnavalesco.

Aqui é a côr que delimita este tatami onde se exibe um atleta de karaté, com o seu cinto vermelho.



É uma das cores da bandeira nacional lembrando a força, a alegria, a virilidade e o sangue derramado dos nossos soldados.




O vermelho do picante neste vaso de piri-piris.


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É também a côr dos Cardeais, da Ferrari, é a côr das faces das moçoilas quando coram, a côr duns lábios apetitosos, enfim, é uma côr que cheira a verão e predispõe à boa satisfação da vida.

Vermelho foi a côr fotografada esta semana no PPP.
Se lá forem vão encontrar muitas mais.










terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Frésias



Eis que chegaram os primeiros amarelos, nestas lindas frésias.
Há muitas espécies do género e apresentam-se em diversas cores.
Neste Jardim predominam as amarelas embora, também apareçam outras cores como branco e azul.

Como o Algarve está próximo de África, de onde são originárias, aqui, nascem e reproduzem-se facilmente espalhando o seu agradável perfume nos espaços que ocupam.

A sua manutenção é fácil e não preciso tirar os bolbos da terra quando acaba a floração, salvo quando se multiplicaram muito e, já estão em demasia nos vasos ou canteiros.

Estas começaram a sentir o calor do bom Sol e, carinhosamente, ofereceram-me o seu lindo colorido e a fragrância do seu perfume.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Animais

No jardim por onde me passeio há habitantes sazonais como os caracóis, as lesmas, as borboletas, as joaninhas e muitos mais como os ratos e as cobras.

Ah! As osgas também e as lagartixas.

Mas também quero referir os habitantes permanentes: o Paxá e o King.
Dois cães brincalhões que me divertem e que sabem ser companheiros das crianças.


Saltitam, correm e fazem travessuras como buracos na relva, à procura não sei do quê, talvez dos gambuzinos.
O ano passado também apareceu esta visita que se deixou fotografar a trabalhar na sua tecelagem.

Todos eles são úteis e cumprem a sua missão na vida que lhes é atribuída e no espaço que lhes está reservado no jardim partilhado por todos nós.


"Cada alegria é um proveito, e um proveito é um proveito, por mais pequeno que seja"
Robert Browning.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pardais



Quando chove, ficam sempre algumas poças de água nos caminhos do meu jardim. Elas servem, entre outras coisas, para os meus netos, equipados com as suas botas de borracha, chapinharem e molharem-se uns aos outros. As suas brincadeiras servem-me de diversão mas, também me delicio vendo os atrevidos pardais mergulharem, rebolarem e depois sacudirem-se do excesso.Este que se deixou fotografar parece um pinto a sair da casca.