
O Sol, hoje, visitou-me.
Chegou cedo, pela manhã que ainda se encontrava com um olho aberto outro fechado, envolta na neblina húmida que lhe servia de manto.
Abraçou-me e afagou-me os cabelos pondo neles reflexos de prata.
Rápidamente, o calor dos seus carinhos foi aquecendo e a manhã, ràpidamente se despiu e envergou um traje mais apropriado à ocasião. Sim, porque esta visita do Sol, merecia ser comemorada.
Queria sentir algumas horas do seu calor e agarrando-o, fortemente, fomos juntos pela manhã, percorrer os caminhos das nossas recordações. Há tanto tempo que ele não aparecia e, sinceramente, já tinha saudades da sua presença.
Sentei-me numa pedra cheia de velhas histórias e deixei que brincasse com as minhas mãos e as aquecesse.
Dentro em pouco, irá mergulhar no mar.
Não sei quando voltarei a vê-lo.






Mas gosto de a olhar.