O Martinhal visto da Baleeirasexta-feira, 3 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Pescador de sonhos

Tinha a CORAGEM necessária para enfrentar todos os mares alterosos, raivosos, medonhos, habitados por gigantes que seriam o temor de qualquer pescador mas não dele.
Na SIMPLICIDADE de homem do mar passava as suas horas de folga a TECER as malhas da rede que seria lançada pelos braços fortes dos seus camaradas, para a captura do peixe que, em PARTILHA igual renderia o mísero sustento de todos.
No vai-vem da agulha de emalhar sonhava com o AMOR da mulher que estava em casa, sempre fiel e à sua espera, para o cobrir de beijos, tal como o BEIJA-FLOR fazia todas as primaveras quando visitava a roseira vermelha plantada por si, junto da janela da cozinha.
No seu sonho de homem do mar apaixonado, havia o desejo de ser poeta.
Gostaria de fazer versos, talvez sonetos como o Camões ou ODE(s) que ele, na VERDADE, não sabia muito bem como era, mas lembrava-se de ter ouvido a professora falar qualquer coisa sobre isso nas aulas nocturnas.
Também sonhava ter uma FLAUTA para tocar nas noites de Inverno durante o defeso, para não ouvir o vento zunir nas frinchas das portas como uma MALDIÇÃO.
Faria lindas músicas e versos que falassem do amor para a mulher cantar, naquela voz doce que só ela tinha.
O chamamento do mestre da tripulação despertou-o do devaneio em que se encontrava. Era a hora da refeição e como não tinha havido captura de pescado, iriam comer as VITUALHAS que sempre existiam a bordo para suprir as falhas do mar.
Isto não era sonho mas a realidade dum pescador sem pesca.
12ºjogo das 12 palavras. Outras leituras aqui
domingo, 22 de março de 2009
O ESCRITURÁRIO
Desde o escritório com utensílios já “démodés”, como o mata-borrão e o raspador ou a caneta de aparo e a máquina de escrever em que para mudar de linha tínhamos que accionar a alavanca respectiva, até aos mais actuais já equipados com computador fixo e portátil, impressora, marcadores, cadeiras rotativas e... gatos que não conseguem afugentar os “ratos” que deslizam suavemente em tapetes a eles destinados.
Poderão ver toda a colecção aqui.
Mostro-vos a foto da minha participação mas, agora, mais personalizada; com um dos habituais utilizadores deste meu espaço.
Ofereço-vos, também, a música da máquina de escrever antiga que acho uma delícia.
Bons "relatórios"
sábado, 14 de março de 2009
VENTO
sábado, 7 de março de 2009
As frésias
A Primavera está a chegar, pelo menos assim diz o Borda d'Água e, realmente, a mãe natureza está a oferecer-nos um lindo concerto, de vários instrumentos, com entradas em diversos tempos mas, como não podia deixar de ser, com um final apoteótico para saudar a primeira estação do ano.
Esta sinfonia de cores e sons enche os espaços verdes que me circundam e todos os meus sentidos vibram com estes acordes.
Hoje olhei mais demoradamente, as frésias que são, de entre todas as bolbosas, aquelas que menos precisam de cuidados do jardineiro.
Elas despertaram por todo o lado, entre cactos e piteiras, num eclodir de aromas e coloridos que deixam o jardim pintalgado de diversos tons como uma paleta de pintor .
domingo, 1 de março de 2009
O meu pomar
As amendoeiras contin
uam floridas.
É um prazer enorme ver a beleza das suas mimosas flores.
Esta, que não resisti a fotografar, eclodiu, mesmo junto ao tronco da árvore-mãe e mostra todo o encanto das suas cores branco e rosa.
Este lindo conjunto de belas flores pertence a uma ameixeira que se apresenta toda florida também, o que quer dizer que vou poder deliciar-me com alguns frutos dela, aqueles que os pássaros me permitirem pois, eles são os primeiros a provar os frutos maduros.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
NO PROMONTÓRIO

Daqui, homens corajosos partiram em pequenas embarcações, autênticas cascas de noz (simbolicamente falando), desafiando deuses e monstros habitantes desses mares SOBERANO(s) que tornavam cada viagem dessa gente audaz, marinheiros feitos à força, arrancados à sua terra, numa verdadeira aventura.
Os fortes VENTO(s) que obrigavam a uma OSCILAÇÃO constante daquelas pequenas embarcações, tornavam a SITUAÇÃO daquela gente, DENTRO do pequeno espaço em que eram obrigados a viver, um verdadeiro inferno.
Por vezes, o desespero era tanto, pela falta de alimentos, água, higiene, etc. que havia verdadeiras lutas de TIGRE(s) pela simples obtenção duma côdea de pão ou uma gota de água.
Quando a brisa proporcionava descanso e a nau balouçava-se em leves SACUDIDELA(s), a marinhagem podia, enfim entregar-se, por algum tempo, nos braços do MORFEU e usufruír de algum descanso. No entanto, a BATIDA do seu coração, onde já não cabiam tantas saudades, era forte demais para ele ser completo.
Tudo isto, eu recordo, sentada no Promontório da minha terra. Daqui, eu vejo grandes navios equipados com o que há de mais moderno em tecnologia naútica, transportando marinheiros e passageiros para essas terras longinquas desbravadas com tanta dor e coragem pelos portugueses do Infante.







