domingo, 22 de março de 2009
O ESCRITURÁRIO
Desde o escritório com utensílios já “démodés”, como o mata-borrão e o raspador ou a caneta de aparo e a máquina de escrever em que para mudar de linha tínhamos que accionar a alavanca respectiva, até aos mais actuais já equipados com computador fixo e portátil, impressora, marcadores, cadeiras rotativas e... gatos que não conseguem afugentar os “ratos” que deslizam suavemente em tapetes a eles destinados.
Poderão ver toda a colecção aqui.
Mostro-vos a foto da minha participação mas, agora, mais personalizada; com um dos habituais utilizadores deste meu espaço.
Ofereço-vos, também, a música da máquina de escrever antiga que acho uma delícia.
Bons "relatórios"
sábado, 14 de março de 2009
VENTO
sábado, 7 de março de 2009
As frésias
A Primavera está a chegar, pelo menos assim diz o Borda d'Água e, realmente, a mãe natureza está a oferecer-nos um lindo concerto, de vários instrumentos, com entradas em diversos tempos mas, como não podia deixar de ser, com um final apoteótico para saudar a primeira estação do ano.
Esta sinfonia de cores e sons enche os espaços verdes que me circundam e todos os meus sentidos vibram com estes acordes.
Hoje olhei mais demoradamente, as frésias que são, de entre todas as bolbosas, aquelas que menos precisam de cuidados do jardineiro.
Elas despertaram por todo o lado, entre cactos e piteiras, num eclodir de aromas e coloridos que deixam o jardim pintalgado de diversos tons como uma paleta de pintor .
domingo, 1 de março de 2009
O meu pomar
As amendoeiras contin
uam floridas.
É um prazer enorme ver a beleza das suas mimosas flores.
Esta, que não resisti a fotografar, eclodiu, mesmo junto ao tronco da árvore-mãe e mostra todo o encanto das suas cores branco e rosa.
Este lindo conjunto de belas flores pertence a uma ameixeira que se apresenta toda florida também, o que quer dizer que vou poder deliciar-me com alguns frutos dela, aqueles que os pássaros me permitirem pois, eles são os primeiros a provar os frutos maduros.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
NO PROMONTÓRIO

Daqui, homens corajosos partiram em pequenas embarcações, autênticas cascas de noz (simbolicamente falando), desafiando deuses e monstros habitantes desses mares SOBERANO(s) que tornavam cada viagem dessa gente audaz, marinheiros feitos à força, arrancados à sua terra, numa verdadeira aventura.
Os fortes VENTO(s) que obrigavam a uma OSCILAÇÃO constante daquelas pequenas embarcações, tornavam a SITUAÇÃO daquela gente, DENTRO do pequeno espaço em que eram obrigados a viver, um verdadeiro inferno.
Por vezes, o desespero era tanto, pela falta de alimentos, água, higiene, etc. que havia verdadeiras lutas de TIGRE(s) pela simples obtenção duma côdea de pão ou uma gota de água.
Quando a brisa proporcionava descanso e a nau balouçava-se em leves SACUDIDELA(s), a marinhagem podia, enfim entregar-se, por algum tempo, nos braços do MORFEU e usufruír de algum descanso. No entanto, a BATIDA do seu coração, onde já não cabiam tantas saudades, era forte demais para ele ser completo.
Tudo isto, eu recordo, sentada no Promontório da minha terra. Daqui, eu vejo grandes navios equipados com o que há de mais moderno em tecnologia naútica, transportando marinheiros e passageiros para essas terras longinquas desbravadas com tanta dor e coragem pelos portugueses do Infante.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
O NARCISO
Há várias versões sobre a história de Narciso. A que mais gosto é a de Ovideo que, passo a contar, muito resumidamente:"Uma ninfa bela e graciosa -ECO-amava Narciso, jovem muito belo, também, mas muito vaidoso que rejeitou o amor de Eco por se considerar um deus, tipo Apolo. A ninfa, triste por ver o seu amor rejeitado, morre.
A deusa Némesis entendeu, então, dar uma lição ao jovem frívolo e condenou-o a apaixonar-se pela sua própria figura quando a visse reflectida no lago onde Eco tinha habitado.
Assim aconteceu, pois Narciso, encantado pela sua própria beleza, deitou-se na margem do lago e aí morre definhando-se a embelezar-se.
Quando as ninfas foram buscar o seu corpo para o colocarem na pira, apenas encontraram este flor: o narciso.
Há também a versão de Pausânias, general espartano, em que ele- Narciso- tinha uma irmã gêmea; vestiam da mesma maneira, com o mesmo tipo de roupa e caçavam juntos. Narciso apaixonou-se por ela, mas ela morreu (não sei porquê) e, ele consumiu-se de desgosto pela sua falta e morreu a olhar o seu reflexo na água fingindo que era a irmã. No lugar do seu corpo definhado e consumido de tanto olhar para si próprio, ficou uma flor ....o narciso.
Esta é do meu jardim e não tem nenhum lago por perto.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Flores da minha terra
As amendoeiras, simbolo desta terra algarvia, de lendas e mouras encantadas, estão em flor. Creio que vai ser um ano de fartura de amendoas pois, as árvores apresentam-se como estão nesta foto, carregadas de belas flores branco-rosado.





