
foto de Benó
Os Caminhos do Mar
É nos caminhos do mar, na estrutura mutante
Do seu programa de memórias, de murmúrios
É no testemunho da transparência das águas
Na sua dimensão ecuménica, admirável
De unir o sangue e os bálsamos apetecíveis
Que nos banhamos numa vertigem de ludíbrios
Trazendo as neblinas e o cheiro forte da luz
De meridianos horizontes, uma voz bilingue
Para as apetências da plenitude, do equilibrio
Instável da nossa instante tranquilidade.
E é pelo mar que nos vinculamos à terra
Que entendemos o cheiro acre da terra
E seus crisântemos repletos de inocências
Para o reanimar do nosso berço anfíbio
Do seu programa de memórias, de murmúrios
É no testemunho da transparência das águas
Na sua dimensão ecuménica, admirável
De unir o sangue e os bálsamos apetecíveis
Que nos banhamos numa vertigem de ludíbrios
Trazendo as neblinas e o cheiro forte da luz
De meridianos horizontes, uma voz bilingue
Para as apetências da plenitude, do equilibrio
Instável da nossa instante tranquilidade.
E é pelo mar que nos vinculamos à terra
Que entendemos o cheiro acre da terra
E seus crisântemos repletos de inocências
Para o reanimar do nosso berço anfíbio
A praia onde havemos de viver e morrer
poema retirado do livro "Itinerário"
de Vieira Calado cuja leitura nos conduz por itinerários de grande encanto.










