domingo, 1 de fevereiro de 2009

ERA UMA VEZ


Temos novamente palavras difíceis e vou ter de andar à DERIVA até encontrar maneira de as aplicar.
Bem, cá vou eu com PAIXÃO, sim, porque isto de todos os meses escrever um texto com palavras obrigatórias é, além disso, um AUTENTICO desafio à imaginação das pessoas.
Respiro fundo, sento-me à secretária e com um lápis na mão e uma folha de papel na minha frente, sinto-me com um NOVO e SUPREMO QUERER e vou escrevendo e aplicando os verbos ou os substantivos ou os adjectivos que me foram indicados por um SINGULAR amigo.
Não é minha intenção escrever uma FÁBULA nem histórias para crianças nem nada que seja ESCAGANIFOBÉTICO mas, sim algo que me faça RENASCER a vontade de criar um texto sem me obrigar a andar num SALSIFRÉ doido a consultar dicionários e gramáticas.
Vou tentar escrever qualquer coisa cujo enredo seja claro, LIMPIDO e sem grandes enredos mas que todos fiquem suspensos da sua leitura.
Assim vou começar:

Era uma vez…….
este foi mais um texto para o 10ºjogo das 12 palavras.
Poderão ler mais participações aqui e, creio que não se vão arrepender.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Flores de Janeiro


Estas são as flores do meu Janeiro.
Sim, porque em Janeiro não há só rosas, também temos violetas, crocus, esterlicias, malvas brancas.
O próximo Fevereiro talvez não seja tão benemérito; aqui
costumam soprar uns ventos muito agrestes que queimam favas, ervilhas, batatas....
Veremos!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Um Passeio de Domingo

A manhã chegou sorridente e ensolarada, deixando para trás uma noite agradável deste Inverno tão cinzento.
Parecia não estar a ventania prevista pela meteorologia. E não estava.
Com o Sol já bem alto e desperto, quis ir até ao Cabo de S.Vicente, local dos deuses mas onde o vento tem a sua morada.
Aí, sim! A ventania soprava forte e para conseguir segurar a máquina fotográfica, fui obrigada a uma posição de pé à frente e outro atrás.
O mar estava picadinho, mas as vagas não pareciam os castelos alterosos de espuma que o vento fazia crer; talvez casinhas pequenas caiadas de branco que se desmoronavam com algum estrondo, no encontro com a falésia.

Já de regresso, parei para ver a praia de Beliche que fica numa enseada abrigada e protegida das ventanias pelo rochedo do Cabo. Aí, o areal era lambido por pequenas ondas dengosas, atrevidas mas sem imporem respeito; havia calmaria de Inverno.
sem comentários

Ainda, tive tempo para ver, como estão as muralhas em ruínas, do que foi o Forte de Beliche, com a capela de Sta.Catarina a desmoronar-se.



fotos de Benó


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mau Tempo








Pelo S.Vicente ou atrás ou à frente”

Nesta terra de mouras encantadas e onde se espera a vinda de D.Sebastião, num dia de nevoeiro, o Inverno é, normalmente, uma estação agradável com temperaturas amenas, sem vento e sem grandes oscilações térmicas. A temperatura mínina não desce muito e a máxima está quase sempre entre os 18 e os 15º C., o que não tem acontecido este ano.

O dia de S.Vicente, padroeiro do Concelho, é celebrado no dia 22 deste mês. Mas, dizem os antigos, que há sempre vendaval por estas datas.
Daí o ditado: “Pelo S.Vicente ou atrás ou à frente”.
No entanto, este ano, tem feito mau tempo, antes, durante e depois. A tradição já não é o que era.

O Farol do Cabo de S.Vicente está envolto em nevoeiro, mas não me parece que o D.Sebastião apareça e o mau tempo não me permite dar os meus longos passeios na esperança de ver as mouras encantadas.

Assim, vou captando algumas imagens dos terrenos ensopados por uma chuva miudinha que molha, é verdade, mas não chega para encher as barragens.

barragem da Bravura

sábado, 17 de janeiro de 2009

Vila do Bispo

quadro e foto de Benó


Agora que vai acontecer, é já dia 24, a X Mostra dos Artistas do Concelho de Vila do Bispo, quero apresentar-vos
um dos meus quadros feito sobre tela com trabalho em "découpage" mostrando algumas belezas desta terra do Infante.
Os trabalhos serão expostos por categorias e estarão patentes até Março.
Visitem o concelho que vale a pena, deliciem-se com as lindas praias, a sua paisagem agreste, com as delicias de uma caldeirada ou de um prato de percebes e vão ao Centro Cultural da Vila ver os trabalhos da nossa gente e onde poderão tomar um café.
Até lá!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Neste mês de Janeiro




Neste mês primeiro do ano, sou sempre presenteada pelas lindas flores vermelhas dos meus aloés, pelas amarelas dos narcisos e também pelo amarelo da erva azeda que embeleza espontaneamente todos os terrenos
Apesar do frio intenso que se tem feito sentir, mesmo aqui, nesta ponta do barlavento algarvio, as flores cumprem o seu ciclo vegetativo e dão-nos a singeleza das suas flores.
Não precisam de grandes cuidados nem de protecções especiais, somente que lhes dê um pouco de atenção retirando-lhe as ervas daninhas que muitas vezes aparecem da noite para o dia.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

As janeiras




Esta noite vieram cantar as Janeiras à minha porta.
Fui visitada por dois grupos. O primeiro era composto só por senhoras e o segundo também com senhoras mas acompanhado por um adolescente que tocava, e muito bem, uma flauta.
O frio fazia-se sentir mas com a alegria dos cantares até as cores embelezavam os rostos das cantadeiras. Gostei de ver e de ouvir.
Este mês era na época romana, o mês do deus Jano, o deus das portas e da entrada. Era-lhe pedido que afastasse das casas os espíritos maus sendo especialmente invocado no principio do ano. É um hábito pagão que, como tantos outros, o nosso povo adaptou dando-lhe também um cariz religioso.
Reúnem-se amigos e vão cantar de porta em porta, acompanhados ou não de instrumentos musicais como flauta, viola, pandeiretas, etc.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras, que hoje em dia, é chocolates e dinheiro, mas também nozes e chouriço. No final de todas as visitas, comem o que angariaram e com o dinheiro, normalmente, fazem um almoço ou algum passeio.
Como não fiquei com a letra de nenhum grupo que me visitou. Deixo-vos com esta que retirei do “Livro de Menino Deus” de Aquilino Ribeiro.

Menina que está ao lume
Sentada no preguiceiro.
Corte lá uma chouriça
À vara do seu fumeiro.

A sua adega tem vinho;
De beber nos pode dar;
Tem porco na salgadeira,
Já não falta que trincar.

Levante-se daí, senhora,
Desse banquinho de prata;
Venha dar-nos as janeiras,
Que está um frio que mata.

Aos dois grupos que me visitaram os meus agradecimentos públicos.