metamorfose de Narciso por Salvador Dali
Sempre ao fim do dia, depois de horas extenuantes dum trabalho cansativo, havia encontros e REENCONTROS naquele quarto que agora se encontrava ILUMINADO pela luz cinzenta daquela tarde de Outono.
Aí, encontravam-se para descansar e conversar sobre banalidades, dois seres, sem história.
Libertavam a imaginação e, deixavam de ser, os profissionais sagazes e competentes, capazes de usar, com extrema habilidade, todas as CARTAs do seu baralho para, rapidamente, aniquilarem os seus adversários, para, passarem a ser, naquele espaço liberto de mentiras e veleidades, dois simples humanos.
Ali, sem fazer “bluff” ou usar de qualquer SOFISMA, abriam a sua alma, entregavam todo o seu jogo e, colocavam em cima da mesa, os seus mais puros sentimentos.
Havia uma MUDANÇA do real para a fantasia.
O PARALOGISMO usado nas conversas ajudava-os na metamorfose e fazia-os esquecer a parte mais negra da vida. Tranformava-os em libertos sonhadores que, falando sobre nada, viviam momentos de verdadeiro abandono às coisas térreas.Naquele dia, porém, o “PATRONO”, pedira para ser feita uma averiguação mais profunda ao caso a que chamaram “ORACULO”, a fim de ser possível DESVENDAR toda aquela cumplicidade do trama que tinham entre mãos já há algum tempo e cujo desfecho estava tão díficil de encontrar.
DECIDIDAMENTE, era obrigatório trabalhar a sério e deixar as quimeras para outra ocasião.
A ALVA manhã foi encontrá-los adormecidos sobre a mesa de trabalho, rodeados de papéis manuscritos, livros abertos, chávenas de café vazias e um sorriso de BONDADE no rosto de cada um.
Era bem visível que tinham encontrado a solução do problema em estudo mas, por fim, também o cansaço os tinha apanhado e vencido.
esta foi a minha participação no 9ºjogo das 12 palavras.
Poderão ler mais aqui










