domingo, 4 de janeiro de 2009

METAMORFOSE

metamorfose de Narciso por Salvador Dali

Sempre ao fim do dia, depois de horas extenuantes dum trabalho cansativo, havia encontros e REENCONTROS naquele quarto que agora se encontrava ILUMINADO pela luz cinzenta daquela tarde de Outono.
Aí, encontravam-se para descansar e conversar sobre banalidades, dois seres, sem história.
Libertavam a imaginação e, deixavam de ser, os profissionais sagazes e competentes, capazes de usar, com extrema habilidade, todas as CARTAs do seu baralho para, rapidamente, aniquilarem os seus adversários, para, passarem a ser, naquele espaço liberto de mentiras e veleidades, dois simples humanos.
Ali, sem fazer “bluff” ou usar de qualquer SOFISMA, abriam a sua alma, entregavam todo o seu jogo e, colocavam em cima da mesa, os seus mais puros sentimentos.
Havia uma MUDANÇA do real para a fantasia.
O PARALOGISMO usado nas conversas ajudava-os na metamorfose e fazia-os esquecer a parte mais negra da vida. Tranformava-os em libertos sonhadores que, falando sobre nada, viviam momentos de verdadeiro abandono às coisas térreas.Naquele dia, porém, o “PATRONO”, pedira para ser feita uma averiguação mais profunda ao caso a que chamaram “ORACULO”, a fim de ser possível DESVENDAR toda aquela cumplicidade do trama que tinham entre mãos já há algum tempo e cujo desfecho estava tão díficil de encontrar.
DECIDIDAMENTE, era obrigatório trabalhar a sério e deixar as quimeras para outra ocasião.


A ALVA manhã foi encontrá-los adormecidos sobre a mesa de trabalho, rodeados de papéis manuscritos, livros abertos, chávenas de café vazias e um sorriso de BONDADE no rosto de cada um.

Era bem visível que tinham encontrado a solução do problema em estudo mas, por fim, também o cansaço os tinha apanhado e vencido.

esta foi a minha participação no 9ºjogo das 12 palavras.

Poderão ler mais aqui

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O ADEUS



Acabaste os dias da tua existência. Desta vez tiveste a sorte de ter mais um dia do que o habitual….366 e, por isso, foste chamado de ano bissexto.
Quero agradecer-te por teres deixado que, ao longo da tua permanência, eu me mantivesse viva e forte, capaz de proporcionar aos meus familiares e amigos o bem-estar que eles merecem.
Obrigada por ao longo dos teus 366 dias, eu tivesse sido feliz por poder ouvir o mar, ver os campos, sentir o sol e a lua poder beijar a abraçar.
Eu te agradeço, por neste mundo e ao longo destes teus dias muitas crianças tivessem nascido, as flores eclodido, as árvores dado sombra, os barcos sulcado os oceanos e os aviões cruzado os ares.
Partiste, mas não sentirei saudades pois, também a tua existência foi palco de muitas guerras, muita fome, miséria e incompreensão entre os homens.
Com esta minha despedida, espero que o teu substituto, saiba tornar felizes todos os habitantes da Terra, não haja fome e que todas as crianças tenham lar.
Adeus 2008!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

ITINERÁRIO



Ao congratular-me por termos à nossa disposição, mais um livro de poesia de Vieira Calado, meu antigo professor de Astronomia, presto-lhe uma pequenina homenagem publicando o poema do seu

Como gosto do Outono, escolhi entre outros, igualmente do meu agrado, este

Parabéns poeta e que a musa continue a fazer-lhe companhia!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Aconteceu na FNAC da Guia/Algarve




Os ouvintes espalhavam-se pela sala a isso destinada e também pelos espaços adjacentes.
Íamos ouvir falar sobre Sagres, melhor dizendo, sobre o livro

SAGRES Uma Vila do sec. XV

O apresentador, Prof.José António Martins, Mestre em História Medieval, explicou as razões do lançamento deste livro, pois

“Todos conhecemos o fascínio que Sagres possui para toda a Humanidade, especialmente para o mundo Ocidental. Para uns, o local mítico da sua localização e da sua ancestralidade associada à Antiguidade Clássica. Para outros, a não menos mítica e lendária Escola de Sagres associada ao Infante D.Henrique que os historiadores do nosso tempo se esforçam por contradizer e que a documentação legitima como nunca ter existido.”

Assim começa a Nota Preliminar do livro em causa, cuja leitura vos aconselho.Ficarão a conhecer mais um pouco desta ponta do Algarve onde, no verão, o vento norte impera e as praias de areia dourada são as delicias de surfistas mas também dos amantes de águas calmas e transparentes.

No inverno, Sagres regista as temperaturas mais amenas do país convidando a brincadeiras e longos passeios ao ar livre.




A assistência enquanto aguardava o começo da sessão.



Momento de poesia pela Liliete Cardeira

Aconteceu na Fnac da Guia/Algarve.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mais um convite para uma festa de lançamento no Palacete dos Vicondes de Balsemão, no Porto.

Os meus desejos de ÊXITO ao Homem, Poeta e Romancista.

E, aqui fica o meu contributo, com a publicação deste seu poema:



A vida sem palavras


Entre riso e sangue,
cabeça e espada,
entrada e saída,
flor e escarro,
sempre a vida,
a vida sem mais nada,
entre estrela e barro.


Entre homens e bichos,
entre rua e escadas,
entre grito e nojo,
a vida com seus lixos
e mãos violadas,
entre mar e tojo.

Entre uivo e poema,
entre trégua e luta,
vida no cinema,
no café, na cama
,
vida absoluta.

sábado, 6 de dezembro de 2008

ESTRELAS, ASTROS E COMETAS

No meu universo existem 4 estrelas à roda das quais eu, simples lua, gravito.

Umas maiores, outras mais pequenas, umas mais velhas, outras mais novas mas, todas elas duma forte e densa luminosidade. Em constante movimento de rotação e translação que, por vezes, me faz perder a gravidade, nunca ocupam o mesmo lugar neste firmamento familiar.

Eu, como simples lua, sou iluminada pelo brilho que elas irradiam, gravito em função das suas necessidades e desejos e, existirei enquanto estas minhas quatro estrelas brilharem neste céu que é o meu habitáculo.

Nestes próximos dias, haverá uma mudança na constelação caseira e, deixarei de ser lua para ser a estrela principal.
Serei o astro responsável por essas quatro estrelas providenciando para que o calor necessário ao seu desenvolvimento não falte e a matéria necessária ao seu alimento não acabe, pois o seu universo que é preenchido com nebulosas, chuva de meteoritos, buracos negros, estrelas cadentes, arcos-iris, etc.. precisa disso tudo acompanhado de muita atenção e carinho

Depois, e já no novo ano lunar, irão novamente para o outro sistema solar, ao qual, realmente, pertencem e eu, simples mortal, voltarei a ser a sua lua gravitando à volta dos seus desejos e vontades e profundamente feliz por fazer parte desta grande nebulosa que é a FAMILIA..

sábado, 29 de novembro de 2008

CROCHETS 2



De volta aos crochets, agora que o frio obriga ou convida, a ficar em casa, tenho que entreter as mãos em alguma coisa que não seja bater no teclado o que, diga-se em abono da verdade, me deixa os dedos gelados.



Tenho, entre aqueles especiais e que eu considero perfeitas obras de paciência e habilidade, outros menos especiais mas que, de qualquer maneira, me são muito queridos e, para os quais, eu olho com uma certa ternura por saber que foram feitos em momentos de grande solidão e já com alguma dificuldade no manuseamento da agulha.

Tirei-os da gaveta, onde estavam um pouco abandonados e, dando-lhes um ar mais utilitário, criei uma rosácea para pendurar mas que, ao mesmo tempo, poderá servir de castiçal para uma vela, agora que a época é propícia ao seu uso.