segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O Stress do Verão


Somos um PAÍS de marinheiros, de agricultores, de pescadores, de poetas realistas e de poetas NEFELIBATAS, de gente simpática, acolhedora e acomodada vivendo normalmente no OSTRACISMO de quem se encontra geograficamente situado na ponta mais ocidental deste velho continente, com o mar como vizinho.

Por esta altura do ano, nós, habitantes do sul, vemo-nos INUNDAR por uma onda de gente que chega “a todo o VAPOR”, de automóvel, de comboio, de bicicleta, de pé descalço e mochila às costas, mas todos mostrando no rosto o “stress” habitual de quem vive nos grandes centros urbanos. Se os olharmos com alguma atenção poderemos vê-los tão enrolados sobre si próprios, tão apertados pelo seus problemas, sem ponta por onde lhes pegar, que até nos parecem o CASULO dos bichos da seda.

Nos primeiros dias andam num MOVIMENTO constante por este espaço, anteriormente tão sossegado, que nem se sentam para tomar uma “bica” ou um refresco, tal é a agitação desta gente da cidade.
Sòmente, à noite, ao LUAR, será possível vê-los numa calma CONVERSA, deitados na praia, na horizontal a olhar o firmamento ou de pé, na VERTICAL, junto ao balcão dum calmo bar, possivelmente, a discutir os infindáveis VARIÁVEIS desta crise que nos atormenta
É assim o INFERNO do verão!




Este foi o artigo escrito para o 5º jogo das 12 palavras que será publicado no livro a sair brevemente, intitulado "22 Olhares sobre 12 Palavras" .
Mais textos poderão ser lidos aqui.

Com imagens tiradas da net

terça-feira, 29 de julho de 2008

A PITEIRA






Vigorosa e altaneira ergue os seus braços fortes e espinhosos ao céu. Alguns já cansados, talvez de implorarem um pouco de chuva, vergam-se para a terra oferecendo a humidade que, nas noites frescas desta terra quase africana, se forma sobre si.

Com este seu porte vigoroso, robusto e singelo, ela oferece-me a beleza da força de quem não necessita mais do que um bocadinho de terra para se desenvolver e embelezar um espaço mais agreste.

domingo, 13 de julho de 2008

Momentos Mágicos





Vinda do fundo do nosso sentir, creio que TODOS NÓS, em determinado momento, somos tocados por uma sensação estranha que nos faz ver as coisas duma maneira especial e diferente. Até alguns objectos que sempre estiveram no mesmo lugar mas que naquele momento, naquela hora especial, aparecem-nos como se fossem algo extraordinário que nunca tivéssemos observado.
Há instantes do meu dia-a-dia em que sinto que o meu viver é qualquer coisa especial e a vida uma dádiva tão importante, que sou incapaz de colher uma flor ou aniquilar um insecto mesmo que esteja a molestar-me.
Passei há dias por uma azinhaga, trajecto habitual nas minhas caminhadas, quando me senti atraída por uma cor amarela que tinha ficado para trás e me estava a chamar a atenção.


Uma piteira que tinha nascido por ali, cresceu, desenvolveu-se e floriu sem que eu me apercebesse da sua existência. Porém, naquela exacta fracção de tempo em que eu, mais uma vez, por ali passava, a planta desenvolveu um magnetismo tal, como se sinos tocassem em uníssono para despertar a minha atenção em letargia colocada, e os meus sentidos vibraram e obrigaram-me a um recuo para a admirar, tal tinha sido a sua vontade.
Por acaso, levava comigo, a máquina que me deixou captar estas imagens.
Deixo-vos, então, com a beleza das flores desta piteira que soube tocar a minha sensibilidade para a fotografar e, assim, poder dá-la a conhecer a este mundo fantástico da blogoesfera.


Em breve, os frutos espinhosos, irão deliciar algum caminhante que se atreva a colhê-los.

sábado, 28 de junho de 2008

O Sótão





Tinha decidido ir ao escuro sótão VASCULHAR calmamente, sem pressa nem SOBRESSALTO as RAIZES do seu passado.
A ROSACEA que iluminava aquele espaço encontrava-se coberta de teias de aranha mas umas vassouradas vigorosas deixaram, novamente, a luz entrar para aquela divisão da casa que tão poucas visitas recebia.
Pensava ir encontrar alguma coisa que o ajudasse a desvendar o enigma da LOUCURA que atormentou os últimos anos de vida de sua mãe. Era assunto tabú, lá em casa, e nenhum METODO de investigação caseira o tinha ajudado em tornar claro aquele assunto, nem as perguntas indirectas à família, nem a alusão à vida amorosa de seu pai, a morte súbita do seu irmão mais novo, nada disso tinha resultado e, assim, ia dar o “CORPO ao manifesto” e pôr-se a remexer naquelas poeirentas recordações para ver se conseguia, com algum trabalho, é certo, fazer EMERGIR daquela AGUA turva que era o passado dos seus pais toda a verdade que lhe parecia metida em LODO.
Havia quatro caixas que continham fotos a preto e branco, algumas já bastante amareladas; outras duas ainda maiores, com cartas manuscritas e presas com fitas de seda descoloridas pelo tempo e ainda estavam mais dois caixotes com vários objectos que poderiam ter decorado qualquer móvel do século passado.
Mas, o que lhe estava a chamar a atenção era aquele boneco de celulóide, pintado de branco, como a CAL, despido e só com um braço e mesmo esse cortado pelo COTOVELO. Porquê guardar um boneco mutilado, nú, e que aparentemente deveria já estar no lixo há muito tempo?

As horas passaram rapidamente e, sem se aperceber, a luz foi deixando de iluminar o sótão, o que o obrigou a regressar para junto dos seus dois Rafeiros Alentejanos que o esperavam pacientemente na velha sala de estar. Dois amigos canídeos que o pai lhe oferecera, já no fim da sua vida e, que o casal de caseiros que ainda mantinha na quinta, tratava amorosamente.
Da próxima visita talvez começasse a ler algumas cartas.



Esta foi a minha participação no 4º jogo das 12 palavras.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O PARDAL

O “Pardal” é, a par do “Paxá” e do “King”, que já foram apresentados aqui, o elemento de quatro patas, mais estimado pela família.
Nesta primeira foto, todo ufano e garboso, está a mostrar o lindo trabalho do seu penteado.
Depois de concluída a sua prova de apresentação com a elegância que lhe é natural, recebe das mãos do sr.Presidente da C.M.V.B. a roseta e a medalha que lhe foram atribuídas.

Assim, como homenagem a este amigo do homem, útil em tantos serviços, obediente e compreensivo nas horas boas e más do seu dono, vou apresentar, na próxima Agro-Expo deste concelho, uma colecção de pratos decorados com cavalos.
Este que aqui vos apresento é um trabalho de “découpage” sobre acrílico.


terça-feira, 17 de junho de 2008

Carnudas



Este é o aloé meu amigo.



Quando na cozinha me queimo ou algum insecto nos pica e, agora, já andam muitos bicharocos por aqui, recorro ao suco desta carnuda para aliviar a sensação desagradável que se sente em qualquer dos casos.



Creio que também resulta para eliminar as verrugas mas, pessoalmente, não posso confirmar.



Se puderem, tenham uma planta destas, mesmo, num vaso, na varanda, pois éútil também n as queimaduras solares.







Estes são os agaves.




Lindos!



Levam cerca de 8 anos a florir e depois de uma única floração a planta morre mas, como emite rebentos basais, é fácil tê-los sempre no jardim e em grande profusão.
Aliás, nesta foto é bem visível a quantidade de novos aloés.

Nos jardins mediterrânicos estas plantas são bastante utilizadas pois, não necessitam de cuidados especiais , não estão sujeitas a pragas nem precisam de regas, logo, ajudam a poupar água, que aqui no barlavento é escassa e, embelezam qualquer recanto, mesmo pedregoso.

Sejam Felizes!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fernando Pessoa

Uma insignificante figura física mas uma GRANDE figura das nossas letras.
Faria hoje, dia 13 de Junho, 120 anos.
Estamos todos nós, portugueses, de parabéns por pudermos contar com este PESSOA entre todos os que enobrecem este pedacinho de terra onde eu também nasci.
Aqui lhe presto a minha HOMENAGEM.
Também a Álvaro Caeiro, ao Ricardo Reis, a Álvaro de Campos e porque não, também a Passos da Cruz,Bernardo Soares, H.M.F. Lecher, Chevalier de Pas, Alexsander Search, Charles Robert Anon?
Creio que não me esqueci de nenhum.

Obrigada por seres português!


"I know not what tomorrow will bring"