Muitas vezes interrogo-me porque certas sementes nascem onde querem e não onde eu as semeio. Será o vento que as leva? Será que os cães ou os gatos arranharam a terra e elas foram atiradas para outro lado? Não sei ainda bem a resposta a estas interrogações que se põem a uma simples amadora de jardinagem.
Tenho um exemplo, bem evidente do que acabo de citar, na salsa que, normalmente, semeio numa floreira ou, como foi o caso deste ano, espalhei umas sementinhas num bocadinho de terra que preparei para o efeito. Não nasceu nada no local onde as tinha posto e apareceram alguns pés desta aromática, tão essencial na minha cozinha, entre as pedras do chão.

Como é também o caso desta planta de jardim que nasceu na rua junto de uma grelha de escoamento das águas pluviais, sem ninguém lá ter posto qualquer semente.

Mas agora calculem a minha admiração quando numa manhã, durante o meu passeio matinal, deparo com este enorme tufo de ervilhas de cheiro nascido num terreno inculto, cheio de ervas, e que até está a servir de depósito de entulho dumas obras que estão a ser feitas lá na rua.

A Natureza tem destas coisas e eu sujeito-me à sua vontade e querer, deixando que a salsa nasça onde ela lhe apetece e quer.