segunda-feira, 14 de abril de 2008
PASSEIO DOMINGUEIRO
Aproveitámos o lindo domingo de sol e fomos passear pelo campo mas também aproveitámos para dar uma olhadela às praias. Do miradouro da Torre d'Aspa tem-se uma visão estupenda de três praias: Castelejo, Barriga e Cordoama e dali, daquela altura sentimos que vale a pena viver no meio desta natureza .
É uma visão que não nos cansamos de ter, pois, há sempre novidades nas nossas observações .O elemento água está sempre em movimento e por isso nunca está igual, em cada momento que passa é diferente de si próprio e infindável. É relaxante, especialmente, para quem não gosta de monotonia.
No regresso, pelos caminhos de terra batida, bem conhecidos dos caçadores, dos pescadores, dos surfistas e dos amantes da natureza na generalidade, ainda vimos um perdigão que à nossa passagem levantou vôo, talvez à procura da sua fêmea.
As flores rasteiras abrem-se ao calor morno deste dia primaveril e claro que não resisti a colher algumas para vos oferecer. O rosmaninho é senhor e a flor amarela dos tojos impera nesta zona.
Manadas de vacas, rebanhos de ovelhas e cavalos pastando ainda fazem parte da imagem bucólica desta Algarve onde pertenço.
Foi um agradável domingo!
sábado, 12 de abril de 2008
Fraternidade
Da minha querida mana Jiji, fui recebedora duma atenção especial: a oferta do selo DARDO.
A pintura em seda é a sua paixão (entre outras) e aconselho uma visita ao seu cantinho.(basta clicar no nome dela).
Queiram fazer o favor de aceitar também, este miminho, pois é com carinho que vo-lo ofereço, a todos os visitantes deste meu jardim.
Sejam Felizes!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Uma Princesa do Sul
A princesa era do norte
Do país da neve fria
Estava à beira da morte
Só porque a neve não via.

Toda a gente conhece ou pelo menos os algarvios, a lenda das amendoeiras em flor que tem como personagem principal a princesa Gilda.
Do país da neve fria
Estava à beira da morte
Só porque a neve não via.

Toda a gente conhece ou pelo menos os algarvios, a lenda das amendoeiras em flor que tem como personagem principal a princesa Gilda.
Por isso acho desnecessário estar a narrá-la.
Mas permitam-me que brinque, um pouco, com a história da princesa do norte propondo várias alterações, assim:
A mocinha era do sul
Terra do sol ardente
Todo o dia olhava o mar
Era feliz e contente.
Para o deserto a raptaram
O mar deixou de ouvir
Estava a morrer de saudade
Já nem sabia sorrir!
Bem, depois o Califa com o dinheiro que possuía do petróleo que vendia às Américas e não só, mandou ir da China uma máquina especial que reproduzia na perfeição o som da maresia. E, assim, a mocinha olhava para as areias do deserto e podia ouvir o mar beijando amorosamente a areia da sua praia favorita ou ouvi-lo irritado batendo contra as rochas a lixar o mexilhão.
Isto tornou a cachopa feliz e contente e aprendeu a sorrir novamente para felicidade do seu amo e senhor.

Mas permitam-me que brinque, um pouco, com a história da princesa do norte propondo várias alterações, assim:
A mocinha era do sul
Terra do sol ardente
Todo o dia olhava o mar
Era feliz e contente.
Para o deserto a raptaram
O mar deixou de ouvir
Estava a morrer de saudade
Já nem sabia sorrir!
Bem, depois o Califa com o dinheiro que possuía do petróleo que vendia às Américas e não só, mandou ir da China uma máquina especial que reproduzia na perfeição o som da maresia. E, assim, a mocinha olhava para as areias do deserto e podia ouvir o mar beijando amorosamente a areia da sua praia favorita ou ouvi-lo irritado batendo contra as rochas a lixar o mexilhão.
Isto tornou a cachopa feliz e contente e aprendeu a sorrir novamente para felicidade do seu amo e senhor.

terça-feira, 1 de abril de 2008
ESTEVAS
As estevas fazem parte da flora que se estende nas charnecas circundantes do meu concelho. É um arbusto a que chamo de "lutador" pois nasce e fica instalado nos intervalos das rochas, rasga os chãos xistosos e sobrevive.
Um dos meus passeios preferidos é ir até à praia do Castelejo, sentir a humidade maritima envolver-me, aspirar o doce salgado da maresia e observar as brancas flores das estevas que quase descem até à praia.
É uma flôr simples, bem singela e atractiva para as abelhas, portadora de cinco pétalas mas, duma brancura impressionante realçada pelo tom verde escuro do arbusto que, por sua vez, é recoberto de uma resina aromática, o ládano usado na perfumaria.
Esta é a altura do ano, tempo de renovação,em que estão a desabrochar cobrindo a serra com um enorme manto branco e, embora cada flor não dure mais de que um dia, elas oferecem-nos a sua beleza por mais tempo, devido a uma longa sucessão das mesmas.
O fruto é uma pequena cápsula globosa com vários compartimentos a que nós, quando crianças donas de poucos brinquedos, chamávamos "piorras" e rodando o pequeno "pé" entre o dedo médio e o polegar faziamo-las dançar tal como um pião.
Hoje ofereço-vos a brancura da flôr da esteva e os últimos versos da "Charneca em flor" da Florbela Espanca"
Um dos meus passeios preferidos é ir até à praia do Castelejo, sentir a humidade maritima envolver-me, aspirar o doce salgado da maresia e observar as brancas flores das estevas que quase descem até à praia.
É uma flôr simples, bem singela e atractiva para as abelhas, portadora de cinco pétalas mas, duma brancura impressionante realçada pelo tom verde escuro do arbusto que, por sua vez, é recoberto de uma resina aromática, o ládano usado na perfumaria.
Esta é a altura do ano, tempo de renovação,em que estão a desabrochar cobrindo a serra com um enorme manto branco e, embora cada flor não dure mais de que um dia, elas oferecem-nos a sua beleza por mais tempo, devido a uma longa sucessão das mesmas.
O fruto é uma pequena cápsula globosa com vários compartimentos a que nós, quando crianças donas de poucos brinquedos, chamávamos "piorras" e rodando o pequeno "pé" entre o dedo médio e o polegar faziamo-las dançar tal como um pião.
Hoje ofereço-vos a brancura da flôr da esteva e os últimos versos da "Charneca em flor" da Florbela Espanca"
Olhos a arder em êxtases de amor,
boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
domingo, 30 de março de 2008
Frésias
Encheram de côr o jardim!
As taças ficaram lindas com o seu amarelo dourado!
Mas estão a chegar ao fim do seu tempo e começam a deixar cair as pétalas.Para a próxima primavera voltarão com todo o seu colorido, brancas, amarelas, roxas, matisadas, cremes....
Vim desejar uma boa semana com a alegria da Primavera!
quinta-feira, 20 de março de 2008
DESPEDIDA
Como não vou estar disponível, por estes dias, resolvi colocar esta mensagem antecipada de 24 horas mas, mesmo assim, apropriada ao dia de hoje, pelo menos aqui pelo Algarve.
Aproveito para desejar, a todos, um bom fim de semana com uma mesa repleta de coisinhas doces.

Despediu-se!
Foi embora!
Disse adeus.
Do céu caíam grossas lágrimas, as nuvens cinzentas acumulavam-se tristes por esta partida e, ouvia-se ao longe, o som dos anjos a jogar à bola.
Tive pena, também, por vê-lo partir mas, compreendi que assim tinha de ser, estava estipulado pelo calendário e pelos desígnios astrais.
É obrigatório ir nesta data.
Voltaremos a estar juntos lá para o final do ano; daremos longos passeios à beira-mar e junto ao calor da lareira teremos o mesmo livro no regaço.
Despedimo-nos até Dezembro!
É chegada a PRIMAVERA!!
sábado, 15 de março de 2008
Numa calma tarde desta primavera que, a medo, se vai instalando entre nós, resolvi ir ver como estavam as flores campestres caminhando, principalmente, pela estrada que nos leva ao Cabo de S.Vicente, onde poderia encontrar a flora autóctona desta região.
Fiquei deslumbrada!
Vi o rosmaninho todo florido, embora pequeno, rasteiro, que o vento não o deixa crescer muito; goelas de lobo silvestres (coelhinhos) ,que são raras;o chorão que se está a tornar uma invasora , com a sua flor amarela e tantas outras. Mais, na zona urbana, encantei-me com as papoulas, os malmequeres,a borragem e as flores das malvas,
além da erva azeda que, embora a flor já se encontrasse fechada naquela hora da tarde, não deixava de colorir o espaço que ocupava com o seu amarelo tão bonito.
Foi um belo passeio!
Deixo-vos as fotos e a singeleza da quadra popular:
Papoilas que o vento agita
Não me canso de vos ver
Há lá coisa mais bonita
Que ser simples sem saber.
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