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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Carnudas

Flores que se transformarão em fruto comestivel; deliciosos figos. A flor branca, a corriola, tão simples e singela, sente-se protegida pelos espinhos da carnuda e sorri para quem passa.

Esta é a mãe. Um belo exemplar que se encontra no Jardim do Bairro da Liberdade, em Sagres.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um certo entardecer

O sol, na sua despedida, pintava a terra com as cores mais quentes que encontrou na sua paleta de pintor.

No Jardim, as árvores sorriram e deixaram-se abraçar pelo seu calor já um pouco morno. Não ficaram tristes, pois, sabiam que ele regressaria, algumas horas depois, com a mesma alegria e desejo de brincar ao esconde esconde dos últimos dias.

Aqui, ontem, foi assim.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Malvas e sardinheiras

Esta é a flor da malva campestre (lavatura mauritanica davaei) que nesta altura do ano, nos mostra s beleza da sua cor - cor de malva. Pelos campos vastos desta terra agreste, nos nossos passeios despreocupados, podemos apreciar lindos exemplares deste endemismo ibérico. Estas que se seguem fazem parte do Jardim d'abrolhos. São cuidadas, regadas, mimadas.











Em vasos ou em canteiros alegram o espaço onde me passeio, escrevo e sonho.







sábado, 12 de março de 2011

Anarquia

Reina uma certa anarquia no Jardim. A começar pelas urtigas que nascem a seu belo prazer e picam as mãos dos menos cuidadosos
aos engraçados pardais que sem qualquer recato ou timidez vêm debicar os restos do pequeno almoço


até à figueira que nasceu despudoradamente no tronco da palmeira

a acabar na salsa que irrompeu entre a casca de árvore que cobre um canteiro dos catos mesmo sem ser lá semeada.
Tenho que começar a por ordem nesta flora.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Coentros



Para continuar com as aromáticas que vivem no Jardim, hoje temos os coentros.
Lembro um bocadinho de história.
Foi trazida do Egito para a Europa pelos romanos que, para conservarem a carne, esfregavam-na com uma mistura de coentros, cominhos e vinagre. Os chineses também acreditavam que os coentros lhes davam imortalidade e faziam parte dos elixires do amor, como afrodisiaco.
Toda a plantinha é comestivel desde a raiz às sementes.
Particularmente, uso-a muito na salada de alface e, agora que as favas já vão aparecendo no mercado, embora por aqui, estejam ainda em flor, não dispenso um bom ramo de coentros com uma folhas de alho no tacho do cozinhado. Cá em casa também se gosta de confeccionar molho de coentros, entre outros, para o fondue.
As sementes podem ser moídas como a pimenta em grão.
Pode ser cultivada numa floreira, na varanda. Sempre no exterior.
Espero que apreciem esta plantinha tanto quanto eu.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Fresias





Apesar da chuva, do vento e do frio que se tem feito sentir, por Sagres. as frésias começam a colorir o Jardim. Aceito isto como uma recompensa pelos dias tão cinzentos que este ano o inverno nos tem presenteado.
A primavera está a enviar recados. Qualquer dia aparece.
Esperemos.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Ciclames




Esta flor é perfeita para qualquer tipo de jardinagem. São mais de 20 tipos de flores adequadas a qualquer ambiente. Possuem cores que variam entre roxas, vermelhas, brancas ou rosadas e, por vezes, bicolores. As suas folhas grandes atraem as borboletas.


Os ciclames não suportam a humidade nem o calor excessivo.

Assim que as flores murcharem e caírem, as hastes devem ser retiradas puxando-as para cima. Não se deve deixá-las apodrecer, pois podem prejudicar a folhagem;

Estes meus ciclames estão em casa mas irão para o exterior quando o tempo estiver mais ameno. Penso que em fevereiro/março os ventos não sejam tão frios e eles ficarão muito bem num cantinho abrigado pois é o que eles gostam.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

As flores da datura

A datura, também conhecida por fralda de noiva, encheu-se de flores rosadas.
Aqui, em pormenor mostra-nos a sua singeleza.

As flores quando desabrochadas teem só um dia de vida e, apesar da sua beleza, são tóxicas.
Lembro o ditado popular: Não há bela sem senão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Canas Índicas


Aos poucos, o Jardim vai-se vestindo de cores outonais. As folhas começam a amarelecer e, num adeus ao verão, rodopiam em alegres bailados atapetando os caminhos; as flores entristecem e, na sua despedida, transformam-se em pequenos frutos coloridos tornando este espaço numa tela de matizes vibrantes, chamamento de pássaros que os vêm debicar.

As canas índicas começam a encarquilhar mas, aqui e ali, ainda há uma ou outra que retem alguma frescura e nos oferece a beleza que aqui mostro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Recomeço


Antecipei-me e, nesta última semana de Agosto, estou de regresso ao Jardim, onde continuarei a receber as vossas visitas sempre agradáveis e, onde poderemos, em conjunto, colher as lindas flores da amizade
O sol, com o seu colorido já desbotado, traz-nos o cheiro de Setembro.
As folhas douradas e coradas pelos beijos do astro-rei, murmuram despedidas ao executarem as suas danças, ora rápidas como um corridinho algarvio, ora lentas e arrastadas como o balançar dum cantar alentejano.
O vento que as separa, prematuramente, da árvore-mãe, é o maestro que as rege.
E o Jardim,onde as dálias já murcharam e as rosas ainda desabrocham, está feliz por me ter de volta e aguarda as primeiras chuvas para se refrescar e fazer eclodir novas sementes.

quarta-feira, 28 de julho de 2010


O Jardim vai fechar o portão, por algum tempo, para que a terra aqueça e se renove para a próxima época de sementeiras.

Agora é tempo de colheitas. Algumas sementes já estão maduras, guardadas e catalogadas.

Até Setembro, o Jardim não receberá a minha visita, senão para arrancar algumas ervas que possam nascer por cá.

Para todos os jardineiros que me visitam desejo umas boas e merecidas férias.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Renascer


Junto à praia do Telheiro encontra-se uma flora diversificada e com alguns exemplares únicos da nossa costa, como, por exemplo, a malva, o tojo de Sagres, a centaurea, as armérias e por aí fora.
Estes troncos secos, caídos, enrugados, já sem vida mas, rodeados de vida a brotar do chão, chamaram-me a atenção para o seu aspecto cinzento e triste, fazendo com que tropeçasse neles.
Olhei, vi-os e fotografei-os.
Creio que entendi um pedido de ajuda, talvez, para os trazer comigo e dar-lhes algum calor numa das noites frias do inverno próximo.
Compreendi-os.Trouxe-os.
Serão, depois, cinzas que enriquecerão o chão onde as sementes, em repouso, aguardam a primavera para eclodirem e, assim, darem continuação ao ciclo da vida.
Os troncos secos e velhos viverão, então, nas belas flores do Jardim.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Férias

Pelo calendário, foi-se embora a primavera.
Mas o Jardim começou um segundo ciclo primaveril.


Ei-los que chegam desejosos de chapinhar, de saltar, de correr, dormir até querer, deitar quando apetecer. Rir, cantar, jogar, sem obrigações.


Começaram as férias e os dias serão curtos para tanta actividade.
Quando a noite chega e o sono os envolve docemente, posso, então, olhar as estrelas que no céu bem alto são pontinhos de luz e acariciando estas junto a mim, sinto a felicidade de ser avó.

sábado, 19 de junho de 2010

Mãos


As mãos são as ferramentas necessárias para que o Jardim viva e se desenvolva saudavelmente.

Presas aos cabos das tormentas dos sachos e dos ancinhos cavam e desbravam a terra numa tentativa de aniquilarem as ervas daninhas. Formam canteiros de saudades e alisam as lembranças dos bolbos e sementes de outros tempos.

As mãos unidas em oração imploram pelo sorriso quente do astro rei e pelas frescas lágrimas das nuvens. Recolhem a alegria dum pé de malmequer e afagam com ternura a cabeça rosada duma hortense.

Carinhosamente, protegem, com cuidados de enfermeiro, os novos seres nascidos nas maternidades, das pragas de pulgões e lagartas mas, também , sabem usar o serrote ou a tesoura para cortar e modelar os que se estendem além do risco.

Em silêncio, o Jardim pede às mãos do jardineiro, afecto, dedicação, prazer, trabalho e inspiração.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Hibisco

Este inverno deixei o hibisco com muita rama.

Foi um pouco aparado, só exteriormente, dos ramos que tinham crescido desordenados e acabou por ficar com uma forma um pouco ovalada.

Queria vê-lo profusamente florido e consegui. No entanto, para o próximo inverno, terei de o libertar de tanta densidade e permitir que o sol o visite interiormente

Não sei ao certo qual a sua idade, mas creio ter mais de 15 anos. Apesar disso, continua forte e colorido no mesmo recanto do jardim, para onde veio ainda pequenino.

terça-feira, 1 de junho de 2010

As malvas-rosa



O Jardim enche-se de côr. Por todo o espaço há rosas, cravos, gladíolos, agapantos, hortenses.

Hoje, é a vez de as malvas terem direito a ser mostradas no espaço da blogosfera. Não precisam de mimos nem carinhos especiais. Oferecem-me, simplesmente, toda a beleza do seu colorido e eu retribuo deixando-as viver no seu cantinho do Jardim.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Jacarandás

Mesmo em plena cidade de Faro, foi possível desfrutar do sossego da linda Praça Alex.Herculano.

Um manto de pétalas azuis cobria todo o chão.
Olhei para aquele tecto anilado e os braços das jacarandás ofereciam às alturas cestas carregadas de flores.

No banco que por ali se encontrava só e vazio, sentei-me e uma branca e pequena nuvem passou apressada respirando mais profundamente.
Aconteceu o sopro necessário para que uma mão cheia de pequenos azuis viessem confundir-se com o branco algodão que enfeita a minha cabeça e no ar pairou algo de mágico.

Senti que deixei de ser matéria para ser etérea numa simbiose perfeita entre céu e terra onde tudo era azul.






terça-feira, 18 de maio de 2010

Prémio

Todos os anos, o Jardim é presenteado pela roseira vermelha com as suas mais lindas flores.
Esta foi a primeira, esta primavera. Forte, intensa na sua côr, não me canso de a observar e resolvi dar-lhe honras de ser vista pelos internautas que visitam o Jardim premiando-a, assim, pela sua beleza.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Roseiras

Os pássaros chilreiam na procura de par para o acasalemento.
Os melros fazem vôos rasantes às copas das árvores para encontrarem o melhor sítio para o ninho e o Jardim enche-se dos mais diversos matizes e perfumes. Desde as rosas de sua própria côr
às amarelas

até às brancas, as roseiras oferecem-me lindos tufos das suas flores e embelezam os canteiros onde se encontram.
Partilho convosco estes encantos.



quarta-feira, 10 de março de 2010

Patos

Aqui no Jardim não há patos nem patinhos, (creio que os câes não saberiam conviver com eles) pois, apesar de saberem voar, mergulhar e nadar, os canídeos que aqui moram iriam seguir o seu instinto de caçadores e "era uma vez um pato"

Seja qual fôr a sua espécie, (mudos, marrecos, reais, mandarins....) são aves espectaculares e muitos deles ostentam plumagem com lindos coloridos.

Estes são em marfinite, um materil duro e pesado e pintei-os, no Atelier, com acrilicos vistosos e metalizados.

Vão estar em exposição no C.C.de Vila do Bispo e, como muitos dos meus trabalhos, irão fazer parte de colecções dos meus amigos.