terça-feira, 22 de abril de 2014

Cinzas

 
 
 
Hoje são cinzas cinzentas, frias, mortas.
 
 
 
Ontem,  foram brasas escaldantes, rubras, cheias de calor, de vida, exímias executantes de danças feitas de abraços e desabraços, sempre num constante sobe e desce, tais  bailarinas em complexas coreografias  a rodopiar nos braços dos seus pares.

Como se fossem gente, elas aqueceram, iluminaram, foram fogo, foram chama, labaredas dançantes no palco da vida.

Apagou-se a lareira, morreram as chamas, arrefeceram as cinzas mas ainda resta um pouco de calor  na sala arrefecida.



fotos da net
texto de Benó

4 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

...e para que o calor das brasas se reacenda bastam dois copos e um vinho convidativo.

Beatriz Bragança disse...

Querida Benó
Os seus textos são sempre um esplendor,só comparável às chamas !
Belas metágoras,imagens de sonho!
Parabéns pela sua magnífica escrita.
Beijinho
Beatriz

Graça Pires disse...

Uma lareira acesa é um lugar de magia, de conversas, de desabafos. As cinzas que ficam guardam depois todos os segredos...
Um texto muito bonito, o seu, Benó, minha amiga.
Um grande beijo.

Vieira Calado disse...

Olá, caríssima!
É para dar-lhe conhecimento, se ainda não sabe, duma grande exposição no Centro Cultural de Lagos, sobre os 40 Anos do 25 de Abril, onde eu colaboro.
A apresentação é 6ª feira pelas 16 horas.
Mas a exposição fica mais dum mês...

Beijinhos!