quinta-feira, 11 de julho de 2013

Silêncio




Porquê o silêncio me perturba?


As asas das borboletas que voejam pelo jardim soam como velas de moinhos gemendo nos seus rodízios em dias de ventania.

Neste silêncio que me cerca, o rastejar dos vermes da terra ecoa como as marés espraiando-se pela areia e a folha caindo da árvore chega ao meu sentir como uma onda batendo na falésia em dia de maresia.

O silêncio envolve-me, perturba-me, causa-me medo. Não raciocino, não penso, estou inerte.

Hoje, sou prisioneira do silêncio.

    foto e texto de Benó

4 comentários:

Beatriz Bragança disse...

Querida Benó
A foto é maravilhosa.O texto é altamente poético,mas triste,embora eu a compreenda.Não tem amigas por perto? Tem as suas amigas virtuais.Vou tentar ser mais presente,pois enquanto lê,está distraída.E também agradeço uma visitinha.
A nossa querida Anne Lieri resolveu destacar uns versinhos que eu fiz.Não quer lê-los e fazer um comentário?Eles estao no blog http://recantodosautores.blogspot.com.br/2013/07/ternura.html
Desejo-lhe um ótimo fim de semana,muito bem acompanhada.
Beijinhos da
Beatriz

Anne Lieri disse...

Lindo demais seu poema!Ás vezes o silencio incomoda!Achei muito bonita a foto tb!bjs e boa semaninha,

Justine disse...

Benó, corta esse silêncio pesado e vem até Lisboa. Há sons e ruídos, é só escolher:)))
E muitas exposições...combinamos um dia?
Beijo

Vieira Calado disse...

Bem, amiga, e espero que esse silêncio apenas (não?) seja perturbado pelas ventanias de agosto, que se aproximam...
Beijinho para si!